Dias depois de vir à tona o caso perturbador de um homem sendo jogado de uma ponte pela PM de São Paulo, o governador do estado veio a público e recuou em sua posição sobre as câmeras corporais por agentes de segurança.
Tarcísio de Freitas, que é apontado por muitos como um potencial candidato da direita a presidência em 2026, falou sobre o dispositivo e admitiu que se excedeu quando opinou sobre o tema no passado recente.
Em pelo menos duas ocasiões, Tarcísio recuou sobre sua posição e admitiu que agiu de forma “reativa”. Dessa vez, o governador apontou as câmeras como um recurso de “contenção” para eventuais excessos.
Antes, o governador de São Paulo havia sido contra as câmeras corporais em agentes de segurança alegando a “percepção de que aquilo [instalação das câmeras] poderia tirar a segurança jurídica do agente, ou mesmo causar excitação no momento em que ele precisasse atuar”.
“Hoje eu percebo que estava enganado, que ela ajuda o agente da segurança pública. Eu percebo que ela é um fator de contenção e nós precisamos sim de contenção e de equilíbrio”, avaliou nesta semana.
O tema é espinhoso para alguns setores, mas vem sendo visto como uma necessidade por muitos outros. Especialmente em decorrência dos últimos casos de violência do estado, o uso de câmeras nos uniformes das polícias voltaram ao centro das discussões. Em São Paulo, por exemplo, um pequeno contingente usa o dispositivo.

