Curiosidades

Mãe que perdeu o filho em um acidente escreve um texto emocionante; “O pior medo de toda mãe”

Ashley destaca a importância de amar e cuidar dos filhos e fala sobre o sentimento de culpa.

Diante de uma grande dor, e de uma terrível perda de um ente querido, muitas pessoas sentem a necessidade de falar, desabafar seus sentimentos e relatar suas dores em busca de alívio e conforto no coração.

PUBLICIDADE

Talvez esta tenha sido a intenção de Ashley Grimm, que usou seu perfil do Facebook para escrever uma carta, onde contou sobre a perda de seu filho, Titus, que aconteceu devido a um horrível acidente.

Ashley tem 8 filhos, neste dia, 5 das crianças estavam com ela no carro, ela dirigia a van em direção a casa da família, em Emmett, Idaho, nos Estados Unidos.

Esta mulher cheia de dor no peito, uma ferida aberta que creio jamais fechar, ainda no período de luto escreveu um texto emocionante, onde relata o acidente, seu sentimento de culpa, de dor, relata o quanto é essencial que todas as mães abracem seus filhos e digam que os amam… ‘O pior medo de toda mãe: a morte de um filho‘.

PUBLICIDADE

Em seu depoimento, Ashley também destaca o pedido para que as mães não julguem uma as outras, este ato tende a aumentar o sentimento ruim de dor e culpa por coisas que acontecem com as crianças e que muitas vezes ninguém pode controlar.

“Como alguns de vocês sabem, passei pelo pior medo de todas as mães. No dia 2 de junho, eu perdi o meu filho mais novo em um acidente de carro horrível. Eu estava dirigindo. Eu já tinha saído de um posto de gasolina e verificado cada fivela [do cinto de segurança] deles. Comecei a dirigir em uma estrada montanhosa e cheia de curvas até a casa da minha família.

Meu filho já era reconhecido por fazer tudo o que podia para desatar a fivela do cinto de segurança (‘O The Flash [personagem super-herói] não usa cinto de segurança e eu sou o The Flash, mamãe’). (…) Em média, eu parava o carro de três a quatro vezes em qualquer viagem para firmemente fazê-lo colocar o cinto novamente.

Estávamos apenas há cinco minutos dirigindo, quando uma grande pedra rolou em minha pista. Eu tinha três opções: tentar ficar em cima da pedra, passar para a pista contrária, que era uma grande curva com um rio agitado do outro lado. Pedra, cabeça em colisão ou rio.

PUBLICIDADE

Eu escolhi a pedra. Escolhi errado. E sim, ele já tinha soltado o cinto junto com seu irmão de 8 anos. A pedra bateu no meu eixo, e nos enviou em queda livre para o lado de um penhasco. Nossa van de 13 passageiros rolou e meu filho foi embora na hora. Nossas vidas foram imediatamente separadas. O menino que tinha sido o meu orgulho e alegria foi cruelmente tirado de mim em questão de segundos.

Lembro-me de ser esmagado entre o meu console (sem airbag acionado) e três toneladas da nossa van. Eu tinha sangue em toda parte. Eu lutei e lutei e depois apaguei. Quando acordei, eu estava desafivelando meu bebê de seu assento de carro (ela estava de cabeça para baixo) e trabalhando para achar cada criança (5 dos meus filhos estavam comigo) para fora da van. Quando fui encontrar Titus, usei todas as minhas forças para levantar a van pesada de seu corpo minúsculo. Meu filho de 8 anos de idade estava tentando me ajudar. Eu só podia ver a metade inferior de seu corpo”.

Alguns dias depois do terrível acidente que Ashley e seus filhos protagonizaram, o noticiário falava sobre a morte de Titus, ‘como se falassem da mudança de tempo’.

Mas para esta mulher que já sofria com sua perda, veio o grande baque, ter que lidar com a dor de ser julgada como uma péssima mãe.

PUBLICIDADE

“Mas, isto não foi o que mais doeu. Os leitores comentaram as coisas mais cruéis sobre quão horrível eu era como mãe. O quanto eu merecia aquilo. Como meus filhos deveriam ser tomados de mim”.

Bravamente esta mulher decidiu então destacar os momentos em que esteve com seu filho, nos quais ele fazia questão de dizer que ela era ‘a melhor mãe de todas’.

“Eu queria empurrá-los e sacudi-los. Dizer para eles como nós éramos próximos, como eu lutava para mantê-lo a salvo. Como nós tínhamos um beijo especial de boa noite e dedicávamos um dia para ir ao Mc Donald’s por semana. Eu queria ter gritado para eles como ele sempre me falava que queria casar comigo, que eu era a melhor mãe de todas. Que ele construiu navios de Lego para mim, tirou sonecas na minha cama segurando minha mão com seus dedinhos rechonchudos”.

Em uma parte de seu texto, Ashley volta sua mensagem para todas as mães, para que se dediquem a amar seus filhos, cuidar deles, pois esta é a melhor experiência que se pode obter sendo mãe.

“Entre no mundo deles, se envolvam com a bela e flutuante imaginação das crianças.

… Abrace seus filhos agora mesmo. Mergulhe em seus cheiros, olhe para o brilho inocente em seus olhos que está perdido em algum lugar entre a infância e a idade adulta. Sinta realmente como eles se estreitam em você. Abaixe seu telefone e veja-os pela lente de seus olhos, não só pela lente de sua câmera”.

 

Sobre o Autor