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Mãe de mulher que morreu no dia do casamento traz detalhes da relação entre a jovem e guarda municipal

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A mãe da noiva trouxe mais detalhes sobre como era o relacionamento dos dois.

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O que deveria ser o início de um novo capítulo na vida de Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, encerrou-se de forma brutal poucas horas após ela oficializar sua união no civil.

No último sábado, 9 de maio de 2026, a celebração do casamento com o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, no bairro DIC IV, em Campinas, foi interrompida por uma discussão que escalou para agressões físicas e terminou em disparos de arma.

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Segundo relatos de testemunhas e informações da Polícia Civil, o agente utilizou sua arma funcional para balear a esposa, chegando a retornar ao local momentos depois para realizar novos disparos, consolidando a crueldade do ato diante dos convidados.

A violência não foi apenas física, mas também psicológica, uma vez que o crime foi presenciado pelos três filhos de Nájylla, um adolescente de 15 anos e duas meninas de 12 e 8 anos, frutos de um relacionamento anterior.

O histórico de agressividade de Daniel já era motivo de preocupação para a família da vítima; a mãe de Nájylla, Rosilaine Alves Duenas, revelou que havia alertado a filha sobre o comportamento violento do guarda quando ele consumia álcool.

No entanto, movida pelo sentimento e pelo sonho de construir uma família, a estudante de Direito decidiu seguir com o casamento, sem imaginar que a comemoração se tornaria o cenário de sua morte na véspera do Dia das Mães.

“Não é fácil não, meu filho. Só Deus. Ela queria se formar advogada, era o sonho dela”, disse Rosilaine Alves Duenas, mãe da vítima, em desabafo emocionado sobre a perda da filha primogênita.

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No âmbito jurídico, o Tribunal de Justiça de São Paulo agiu rapidamente e converteu a prisão em flagrante de Daniel em prisão preventiva neste domingo. O próprio servidor foi quem acionou a corporação após o crime.

Enquanto a defesa do acusado se prepara para os debates judiciais, a família de Nájylla, vinda do Paraná, enfrenta a dor de organizar um velório em meio ao luto de uma interrupção tão precoce de planos.

O caso, registrado como feminicídio e violência doméstica, reacende o debate sobre a segurança de mulheres em ambientes domésticos, especialmente quando o agressor detém porte de arma e autoridade pública.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.