Nesta terça-feira, 17 de março de 2026, o caso que chocou o Brasil há mais de uma década ganha um novo e tenso capítulo. Sônia Fátima Moura e Maria do Carmo dos Santos, respectivamente mãe e madrinha do filho de Eliza Samudio.
Elas enviaram um documento contundente à Vara de Execução Penal e ao Ministério Público. Elas exigem uma investigação rigorosa sobre o comportamento do ex-goleiro Bruno Fernandes, que atualmente é considerado foragido da Justiça.
A revolta da família fundamenta-se no que chamam de “descumprimento reiterado” das exigências da Lei de Execução Penal, alegando que o sistema tem sido perigosamente leniente com um condenado por crimes de extrema gravidade.
A carta detalha um cenário de total desrespeito às normas do livramento condicional. Segundo o relato das familiares, Bruno não era localizado para cumprir obrigações básicas, como a atualização de endereço e a assinatura de termos de compromisso.
Isto acontece desde o ano de 2023. Apesar dessa ausência de monitoramento efetivo, o ex-jogador teria realizado diversas viagens não autorizadas para estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.
O ponto de maior indignação ocorreu em fevereiro deste ano, quando Bruno desfilou em campo pelo time Vasco-AC, participando de uma partida de futebol no Norte do país sem qualquer autorização judicial.
Isto foi classificado na carta como um verdadeiro “deboche” diante das vítimas e de toda a sociedade. Além das violações de itinerário, o documento expõe a ferida aberta da falta de reparação.
Sônia e Maria do Carmo destacam que, enquanto Bruno recebe holofotes e até autógrafos em suas aparições públicas, a família de Eliza segue sem o direito básico de realizar um enterro, já que os restos mortais da jovem nunca foram localizados.
Além disso, elas também denunciam o abandono material, afirmando que o ex-goleiro não contribui financeiramente com a criação do próprio filho há cerca de quatro anos, tendo negado a paternidade e evitado o exame de DNA por diversas vezes.

