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Mãe desabafa sobre decisão que a filha havia tomado antes de sair com namorado; ela foi encontrada morta pouco depois

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O namorado foi preso como principal suspeito de ter cometido o crime brutal.

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Maria Gabriella Nunes, uma adolescente de 14 anos, foi encontrada morta no rio Itajaí-Açu, no trecho que corta o município de Navegantes, localizado no interior do estado de Santa Catarina, na última sexta-feira (14), dois dias após desaparecer.

O corpo da jovem apresentava sinais de violência, com diversas perfurações, o que levou a Polícia Civil a tratar o caso como feminicídio. O principal suspeito é seu namorado, um homem de 23 anos, que está preso desde o sábado (15).

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Na manhã do dia em que desapareceu, quarta-feira (12), Maria Gabriella conversou com a mãe e mencionou sua intenção de terminar o relacionamento. Segundo o delegado responsável pelo caso, Roney Péricles, essa não teria sido a primeira vez que o casal passava por um rompimento.

A principal linha de investigação da polícia indica que o namorado não aceitou o fim do relacionamento e teria cometido o crime sozinho. De acordo com informações da Polícia Civil, após saber que era investigado, o suspeito fugiu de casa. Apesar da prisão, ele não confessou o crime.

A Delegacia de Homicídios de Itajaí o acusa formalmente por feminicídio e ocultação de cadáver. A mãe da vítima relatou que pouco antes de sair de casa, a filha afirmou que havia tomado a decisão de terminar o namoro.

Na noite de quarta-feira, Maria Gabriella saiu de casa por volta das 19h acompanhada do namorado e não retornou mais. E inflelizmente, esta foi a última que ela viu a filha com vida.

Ao perceber a ausência da filha, tentou contato telefônico, mas não obteve resposta. Ao ligar para o namorado da jovem, ele afirmou que a havia deixado em casa às 21h30. No entanto, o desaparecimento e o desfecho trágico da adolescente contradizem essa versão.

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A cidade de Itajaí se comoveu com o caso, e a prefeitura emitiu uma nota de pesar, expressando solidariedade à família. Maria Gabriella era aluna do 9º ano do Ensino Fundamental na Escola Básica Professor Martinho Gervasi e era descrita como uma estudante dedicada, participativa e muito querida pelos colegas.

A morte da adolescente reforça a triste realidade da violência de gênero e a necessidade de mais medidas para proteger meninas e mulheres em situações de vulnerabilidade. O caso segue sob investigação, e a família de Maria Gabriella busca justiça para que o crime não fique impune.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.