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Mãe das crianças desaparecidas há 2 meses comove com nova mensagem: ‘Deus, acaba com essa angústia’

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A mãe das crianças realizou um desabafo após ter enfrentado 2 meses de buscas pelas crianças. Mais detalhes foram expostos e chamam atenção.

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A dor de uma mãe que não sabe onde estão os seus pequenos ganhou um capítulo muito triste nesta quinta-feira, dia 5 de março de 2026. Clarice Cardoso, moradora do quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, usou as redes sociais para se pronunciar.

Já se passaram mais de sessenta dias desde que a Ágatha Isabelly, de apenas 6 anos, e o Allan Michael, de 4, desapareceram sem deixar rastros, e a Clarice descreveu como a vida dela simplesmente “desabou” desde aquele fatídico almoço em família.

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Tudo aconteceu no dia 4 de janeiro. As duas crianças saíram acompanhadas de um primo de 8 anos para procurar um pé de maracujá na região. O primo foi encontrado vivo quatro dias depois, a cerca de 4 km da comunidade, mas as outras duas crianças não estavam.

Uma força-tarefa com mais de 260 pessoas, entre bombeiros, policiais e voluntários, revirou cerca de 200 km de mata fechada e áreas alagadas, mas não encontrou nenhuma pista concreta.

Infelizmente, com o passar do tempo e a falta de pegadas ou objetos deixados pelos irmãos, a Polícia Civil do Maranhão começou a trabalhar com uma hipótese bem dura.

O delegado responsável explicou que a linha de investigação mais forte no momento é a de que as crianças, ao se perderem na mata, acabaram caindo nas águas do Rio Mearim, que corta a região e estava com áreas muito alagadas na época.

Apesar de ser a tese mais provável para os investigadores, o inquérito ainda não foi fechado e eles garantem que estão checando cada nova informação que chega. “Deus, acaba com essa angústia e com esse sofrimento, Senhor”, desabafou a mãe.

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Enquanto isso, a família vive em uma agonia sem fim, com a avó das crianças relatando episódios estranhos, como um atropelamento que ela acredita ter sido proposital, o que só aumenta o mistério e o clima de medo na comunidade quilombola.

O desabafo de Clarice no Facebook, lembrando de como penteou o cabelo da filha e preparou o lanche naquele dia, serve como um lembrete doloroso de que, para essa família, o tempo parou em janeiro.

A esperança agora é que algum “sinal”, como ela mesma pediu em sua oração, apareça para dar um fim a esse sofrimento que já está durando tempo demais.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.