Foi com muita tristeza que os familiares, amigos, fãs e seguidores receberam a notícia da morte de uma querida cantora Nesta quarta-feira (5), foi confirmado o falecimento da cantora Coco Lee, de origem norte-americana e nascida em Hong Kong, aos 48 anos.
A triste notícia foi compartilhada pelas duas irmãs da artista, Carol e Nancy Lee, por meio de um comunicado publicado tanto no Instagram quanto no Facebook.
Coco Lee veio a óbito após passar três dias em estado de coma decorrente de uma tentativa de suicídio. A talentosa artista estava hospitalizada no Queen Mary Hospital, localizado em Hong Kong, cidade onde residia.
“Embora Coco tenha procurado ajuda profissional e feito o possível para combater a depressão, infelizmente aquele demônio dentro dela levou a melhor sobre ela”, disse a nota compartilhada nas redes sociais.
A trajetória artística de Lee estendeu-se por aproximadamente três décadas. Entre suas notáveis atuações, destacou-se como a voz da guerreira Mulan na versão em mandarim do filme “Mulan”, da Disney.

Antes do falecimento de CoCo Lee, após uma tentativa de tirar a própria vida no último domingo (2), a cantora e compositora de Hong Kong compartilhou uma extensa mensagem em seu último post no Instagram, abordando um “ano incrivelmente difícil” em sua vida.
Não há informações sobre o velório e sepultamento da cantora.
Depressão não é frescura
O tratamento da depressão é possível e o primeiro passo consiste em iniciar uma conversa sobre o tema. Essa é a abordagem proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a entidade, essa condição afeta indivíduos de todas as faixas etárias e estilos de vida, resultando em sofrimento e impactando a capacidade do paciente em realizar até mesmo as atividades mais básicas do cotidiano.
Estima-se que 300 milhões de pessoas sofrem com depressão em todo o mundo. Segundo dados da OMS, aproximadamente 5,8% da população do Brasil enfrenta a depressão, totalizando cerca de 11,5 milhões de casos identificados, mas acredita-se que o número é bem maior.
Esse índice é o mais elevado na América Latina e o segundo maior nas Américas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, onde 5,9% da população é diagnosticada com esse transtorno, totalizando 17,4 milhões de casos.
Em situações extremas, a depressão pode culminar em casos de autoextermínio. Aproximadamente 800 mil indivíduos perdem a vida devido ao suicídio anualmente, representando a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

