A dor da despedida é sempre profunda, especialmente quando se trata de alguém que marcou gerações com talento, generosidade e sensibilidade.
Familiares e amigos lamentam a partida de Marcelo Prates, fotógrafo e jornalista mineiro, que faleceu neste domingo, dia 14 de dezembro, aos 70 anos, em Belo Horizonte, em decorrência de complicações de um infarto.
Ele deixa sete filhos, dois netos e a mãe, dona Ivone, de 94 anos, além de um legado artístico que atravessa fronteiras e emociona quem teve o privilégio de conhecer seu trabalho. Nascido na capital mineira em 1955, Marcelo foi um apaixonado por imagens e pela cidade que tanto fotografou.
Formado em Comunicação Social pela UFMG, construiu uma carreira sólida e respeitada, passando por importantes veículos nacionais e internacionais, como O Globo, Folha de S.Paulo, Estado de Minas, Veja e France Press.

Seu olhar apurado para o cotidiano urbano o tornou um cronista visual de Belo Horizonte, transformando cenas simples em retratos poéticos da vida comum.
Entre suas obras mais reconhecidas estão os livros “Pássaros da Liberdade”, dedicado à avifauna urbana da capital mineira, e “Palácio da Liberdade – Arte e Beleza no Espaço Político”.
Marcelo também foi premiado diversas vezes, incluindo o Prêmio Vladimir Herzog e distinções internacionais como o “International Water & Cities” de Xangai e o “100 anos Niemeyer”, em Portugal.
Descrito por colegas como um observador paciente e sensível, Marcelo acreditava que “a fotografia é um gesto de amor e curiosidade pelo mundo”. Essa filosofia guiou sua trajetória, marcada por ética, humildade e uma busca constante por beleza nas imperfeições do cotidiano.
A partida de Marcelo Prates deixa uma lacuna na fotografia brasileira, mas também um rastro luminoso de arte, humanidade e inspiração. Suas imagens permanecem, como ele gostaria, vivas, livres e eternas, como os pássaros que tanto admirava.

