Na última quarta-feira (3), faleceu Gustavo Magliocca, o coordenador médico do Palmeiras, aos 42 anos de idade. O clube comunicou o triste acontecimento através das suas redes sociais e informou que está em período de luto.
“Doc”, como era carinhosamente conhecido, recebeu a terrível notícia de que tinha um câncer cerebral em 2020, quando contava com apenas 39 anos de idade.
Em um relato para um portal de noticias no ano passado, o médico compartilhou como lidou com o diagnóstico da doença e como decidiu seguir em frente a partir da descoberta.
O médico compartilhou os principais indícios do câncer que sentiu, incluindo mudanças no lado direito do corpo, além de dificuldades para mover os braços e as pernas. Porém, como esses sintomas persistiram, ele buscou ajuda médica o mais rápido possível e se encaminhou para um pronto-socorro.
Ao chegar ao hospital, um médico solicitou imediatamente uma ressonância magnética. Infelizmente, o resultado do exame confirmou que havia um tumor cerebral presente em seu organismo. O pior de tudo era que o tumor já estava em um estágio avançado e localizado em uma posição bastante delicada.
Gustavo compartilhou como se sentiu ao se tornar um paciente, deixando de ser apenas um médico. Ele admitiu sentir medo, mas também uma grande motivação para continuar vivendo. Veja sua dito a seguir.

“Foi ruim, péssimo. Senti medo, fiquei tenso e preocupado, mas pensei que, independentemente da gravidade do meu caso, iria lutar com todas as forças pela minha vida, pelos meus filhos e pela minha esposa, só pensava na minha família”, afirmou Doc naquela ocasião.
O tumor de Gustavo estava localizado em uma região importante do cérebro, o que dificultou bastante a remoção completa pelos médicos durante a cirurgia.
Duas semanas após a operação, ele iniciou um tratamento oncológico, que combinou radioterapia e quimioterapia oral.
No entanto, infelizmente, a doença deixou sequelas em sua vida. Doc sofreu com dificuldades motoras, além de problemas na visão e audição.
“Doc” confessou que seu raciocínio e memória também foram afetados, ele já não se lembrava de muitas coisas. O médico tentou algumas terapias alternativas, como por exemplo, o uso do canabidiol, contudo, apesar de ser muito aguerrido perdeu a luta para o câncer.
A família de Magliocca divulgou uma nota em que solicita que, ao invés de enviarem coroas de flores, as pessoas contribuam com doações para a Casa Ninho, uma organização que auxilia crianças em situação de risco. O dinheiro que seria usado para comprar as coroas de flores pode ser direcionado para ajudar aqueles que mais precisam.

