Os laudos médicos da ala hospitalar da Papudinha revelam um contraste impressionante entre as últimas atividades de Jair Bolsonaro e o colapso súbito que o levou à UTI.
Na tarde de quinta-feira, 12 de março de 2026, o ex-presidente demonstrava um vigor físico considerável, chegando a caminhar 5 km e sendo descrito pela equipe de plantão como lúcido e orientado.
No entanto, o relatório do turno da noite registrou o início de uma crise de soluços que, inicialmente, Bolsonaro preferiu não medicar, informando que tomaria o remédio apenas após o término de um jogo.
Essa calmaria foi interrompida drasticamente às 6h15 da manhã seguinte, quando calafrios intensos e febre alta forçaram a equipe da prisão a acionar o Samu para uma remoção hospitalar imediata.
Ao dar entrada no Hospital DF Star, o quadro clínico era alarmante e indicava que uma infecção grave já estava em curso. Segundo seus médicos particulares, a saturação de oxigênio do ex-presidente chegou a atingir 80%.
Além disso, o quadro foi acompanhado de uma pressão arterial debilitada de 9 por 5, sinais claros de que o organismo estava entrando em sofrimento agudo.
Após a realização de tomografias, confirmou-se o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, provavelmente causada pela aspiração de líquidos gástricos durante os episódios de soluço e refluxo.
O médico Cláudio Birolini foi enfático ao classificar o evento como potencialmente mortal, destacando que a agilidade no atendimento foi o fator determinante para que o paciente pudesse lutar contra a insuficiência respiratória.
Atualmente, neste sábado, o estado de saúde de Bolsonaro permanece em um equilíbrio delicado dentro da Unidade de Terapia Intensiva. Embora a equipe médica utilize o termo “estável” para descrever o momento, o boletim mais recente chama atenção.
A situação é preocupante diante da piora da função renal e a elevação de marcadores que indicam uma inflamação sistêmica persistente. Sem previsão de alta e sob tratamento com antibióticos de alta potência, o ex-mandatário continua sendo monitorado.
Ele está sendo acompanhado 24 horas por dia, enquanto a discussão sobre a “domiciliar humanitária” ganha força nos bastidores jurídicos, impulsionada pela gravidade técnica relatada pelos especialistas que acompanham o caso.

