Após a confirmação de um crime bárbaro, a cidade de Curitiba está de luto, desde este último sábado, dia 1º de novembro, pela morte de um menino de apenas 2 anos de idade.
O laudo pericial do pequeno Heitor confirmou que ele faleceu de politraumatismo, e a Polícia Civil prendeu a mãe e o padrasto, que foram apontados como os responsáveis pelo crime. A própria mãe, Sabrina, de 27 anos, em um áudio enviado à família, tentou explicar o que aconteceu.
“Eu cheguei e ele tava passando mal, não quis comer, só vomitava e vomitava. Quando cheguei, o Diogo tava com ele, e ele praticamente desmaiado, pálido”, disse. Com a notícia da morte, a história contada por Sabrina no hospital levantou suspeitas por parte de todos que estavam presentes, o que acendeu um alerta.
A mãe afirmou aos médicos que a glicemia da criança estava alta, sugerindo um caso de diabetes, um diagnóstico que a família desconhecia e que, mais tarde, se mostrou uma tentativa de despistar a real causa.
Diante da situação, a desconfiança partiu dos familiares paternos. A avó de Heitor, dona Valdineia, contou que recebeu fotos do neto em uma maca e notou “manchas vermelhas na testa”, o que a levou a declarar, em desespero: “Meu neto morreu espancado por eles”.
O casal, em depoimento oficial, tentou sustentar uma mentira. Mãe e padrasto afirmaram que o menino morreu por uma queda de uma cama de 58 centímetros. Contudo, o laudo pericial e o atestado de óbito confirmaram politraumatismo, mostrando que as lesões não eram compatíveis com a queda, mas sim com agressões.
Desde a confirmação da perícia, a delegada Gabrielle Amaral decretou a prisão preventiva do casal. O padrasto, Diogo, de 28 anos, é o principal suspeito das agressões, e a mãe, Sabrina, foi presa por suspeita de encobrir os abusos que resultaram na morte do filho.

