Na última quarta-feira (10/09), a 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos Contra a Vida votou pela liberdade do vendedor ambulante Dedilson de Oliveira Sousa. O caso aconteceu no fim do ano de 2022.
Segundo as informações do processo, Dedilson presenciou o momento em que o filho, de apenas 8 anos de idade, foi atropelado por um motorista embriagado. Ainda no local do acidente, Dedilson atacou o motorista, identificado como Francilei da Silva Jesus, e o agrediu até a morte.
Danilo Pignata de Oliveira morreu em decorrência do atropelamento. Francilei chegou a ser socorrido, após ser agredido pelo pai da vítima, mas não resistiu e morreu três dias após o crime.
Após inquérito, o vendedor ambulante acabou indiciado por homicídio privilegiado – quando a ação que resulta na morte é tomada sob forte emoção. O próprio Ministério Público, que formalizou a denúncia à Justiça, defendeu no parecer que não houve intenção de matar.
Ainda de acordo com as investigações, foram encontradas embalagens de bebida alcoolica no carro de Francilei. A defesa alegou que Dedilson não teve intenção de matar, o que foi acatado pelo júri. No fim, o homem acabou absolvido.
Segundo o registro da ocorrência, pai e filho estavam no canteiro central da Avenida Pirineus, em Goiânia, quando foram atingidos pelo carro de Francilei. As agressões contra o motorista teriam começado após ele tentar fugir do local.
Ainda segundo as informações, Danilo Pignata de Oliveira, de apenas 8 anos, estava acompanhando o pai e vendia balas no sinal. O atropelamento foi parcialmente filmado por câmeras de monitoramento.
O caso chama a atenção já que o júri decidiu pela absolvição do réu. A decisão levanta o debate público, uma vez que abre espaço para discussões e divide opiniões.

