A tentativa da defesa de Pedro Arthur Turra Basso, de 20 anos, de revogar sua prisão preventiva voltou a ser rejeitada pela Justiça do Distrito Federal. Nesta quarta-feira (5), a Justiça do DF negou, por unanimidade, um novo pedido de habeas corpus.
Turra está preso desde janeiro e responde por homicídio qualificado pela morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, vítima de uma agressão registrada durante uma briga em Vicente Pires. No recurso, a defesa alegou que a prisão cautelar teria sido decretada sem fundamentação suficiente.
Ao analisar o caso, os desembargadores entenderam que não existem elementos capazes de demonstrar qualquer ilegalidade na manutenção da prisão. Segundo o acórdão, a custódia continua respaldada pela gravidade dos fatos, pela necessidade de preservar a ordem pública e de garantir o andamento regular do processo.
O colegiado também afastou a tese de que a prisão teria perdido a contemporaneidade, destacando que não houve mudanças relevantes nas circunstâncias que motivaram a medida cautelar.
Com essa decisão, chega a pelo menos sete o número de pedidos de habeas corpus negados ao réu pelo TJDFT e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso aconteceu na noite de 22 de janeiro e foi registrado por testemunhas.
Inicialmente, a versão apresentada indicava que a briga começou após Pedro Turra jogar um chiclete mascado em um amigo de Rodrigo, que teria reagido para defendê-lo. No entanto, a Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de essa narrativa ter servido para esconder a verdadeira motivação do ataque.
De acordo com as investigações, a agressão pode ter sido premeditada e motivada por ciúmes. A polícia apura se Turra teria sido incentivado por outro piloto, menor de idade, a atacar Rodrigo por causa de conversas da vítima com a ex-namorada dele.
Durante a confusão, Rodrigo recebeu um soco, bateu a cabeça contra a porta de um veículo e caiu desacordado. O adolescente permaneceu internado por 16 dias em estado gravíssimo, até ter a morte cerebral confirmada em 7 de fevereiro.

