A juíza que conduziu a audiência de custódia de Igor Eduardo Cabral, preso em flagrante após atacar namorada em elevador, não conseguiu assistir a integridade do vídeo que flagrou as agressões.
Quem revelou a informação foi a própria vítima, Juliana Garcia dos Santos Soares, de 35. Em entrevista à TV Record, Juliana afirmou que a juíza “não teve estômago” para ver o vídeo até o final.
Segundo as investigações, o crime foi motivado por ciúmes. Ao todo, Juliana recebeu 62 socos na região da cabeça dentro do elevador. As agressões só foram interrompidas quando o elevador chegou ao térreo, e moradores interviram.
O porteiro do prédio, ainda segundo as investigações, já havia flagrado as agressões pelas câmeras e acionado a polícia. O caso causou espanto e revolta nas redes sociais.
Em entrevista à Record, Juliana narrou os momentos que antecederam o ataque. Segundo ela, o homem chegou a ameaçar jogar seu celular na piscina antes de segui-la ao elevador.
“Ele disse que eu ia morrer e começou a me bater. Não apaguei, mas também não estava consciente para lembrar o que ele falou naquele momento”, disse a vítima durante a entrevista.
Ainda na entrevista, Juliana falou sobre a relação com Igor e disse que o agressor era tratado como parte de sua família. A vítima também relatou que o comportamento do agressor foi “uma grande decepção”. A mulher também alertou o público sobre os sinais de violência.
Igor Cabral continua preso e aguarda transferência para o presídio. Após ser preso em flagrante, ele excluiu suas redes sociais. A polícia investiga o crime como tentativa de feminicídio.
Juliana tenta se recuperar das múltiplas fraturas que sofreu no rosto. Ela segue internada e sem previsão de alta. A cirurgia que faria, para reconstrução da face, precisou ser adiada em razão do inchaço.

