A madrugada desta quarta-feira, 25 de março de 2026, em Canoinhas, no Norte de Santa Catarina, foi marcada por um crime de extrema brutalidade que vitimou a jovem Jamily Cordeiro, de 21 anos.
Encontrada morta com um ferimento cortante no pescoço em uma residência pertencente a familiares de seu companheiro, Jamily também teve parte de suas roupas atingidas por um princípio de incêndio, supostamente provocado pelo agressor antes de sua fuga.
A rápida intervenção de vizinhos, que sentiram o cheiro de fumaça e conseguiram conter as chamas antes mesmo da chegada dos bombeiros, foi o que permitiu a localização do corpo da jovem, que trabalhava como doceira e era reconhecida na região pelo talento.
Logo após o ato, o suspeito foi visto por testemunhas saindo do imóvel carregando uma mochila, o que desencadeou uma operação de busca imediata pelas autoridades.
O homem foi localizado e preso em flagrante apenas algumas horas depois, já na região de Concórdia, no Oeste catarinense, a centenas de quilômetros de distância do local do crime.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de feminicídio, acreditando que o casal mantinha um relacionamento amoroso, embora a motivação exata e a dinâmica que levou à violência no pescoço da vítima ainda estejam sob investigação rigorosa.
Enquanto as polícias Civil e Científica finalizam a perícia no imóvel para consolidar as provas técnicas, a comunidade local e as redes sociais foram tomadas por mensagens de luto.
Amigas de Jamily a descreveram como uma pessoa de “coração enorme” e extremamente dedicada ao trabalho de limpeza e à confeitaria, onde encontrava uma forma de espalhar carinho através de seus bolos.
Esse perfil acolhedor contrasta severamente com o cenário de violência encontrado pelos socorristas, reforçando o clima de consternação em todo o estado de Santa Catarina.

