Notícias

Jovem comemorava aniversário da amiga antes de lancha colidir contra píer e família desabafa: ‘Baque’

ANÚNCIOS

A jovem estava comemorando o aniversário de sua amiga, e infelizmente, ambas não resistiram. A família desabafou diante do ocorrido.

ANÚNCIOS

A história de Marina Rodrigues Matias é daquelas que apertam o coração pela ironia cruel do destino. Aos 22 anos, com a vida inteira pela frente e um aniversário próprio se aproximando em maio, ela estava no Rio Grande por um motivo nobre:

Ela estava celebrando a vida de sua grande amiga, Viviane Aredes. O que começou como um dia ensolarado, regado a um evento de pagode em um bar flutuante em Rifaina, terminou em uma noite escura e silenciosa nas águas de Sacramento, em Minas Gerais.

ANÚNCIOS

Viviane, que completaria 36 anos exatamente neste domingo, dia 22 de fevereiro, acabou perdendo a vida ao lado de Marina e de seu próprio filho de apenas 4 anos, em uma sucessão de eventos que agora as autoridades tentam desvendar.

O acidente ocorreu por volta das 22h30 de sábado, um horário em que a visibilidade no rio já é extremamente reduzida. A embarcação, que transportava 15 pessoas, colidiu violentamente contra um píer.

De acordo com os relatos colhidos no local, estava completamente sem sinalização ou qualquer tipo de iluminação noturna na margem mineira do rio.

Esse fator foi determinante para que o impacto arremessasse os ocupantes na água e fizesse a lancha virar, deixando várias pessoas presas sob o casco.

O desespero tomou conta do grupo, e o resgate inicial foi feito de forma heroica por testemunhas e pela Guarda Municipal, antes mesmo da chegada oficial dos bombeiros e mergulhadores.

ANÚNCIOS

Para a família de Marina, a notícia chegou como um choque impossível de processar. O tio da jovem, Miguel Laércio Matias, relatou com muita emoção que estava se preparando para ir à missa de domingo quando soube da tragédia através de sua cunhada.

Ele descreveu a dor de perder uma sobrinha de forma tão precoce, especialmente em uma situação que deveria ser de pura felicidade. Marina era moradora de Franca, assim como as outras seis vítimas fatais identificadas no Instituto Médico Legal de Araxá.

As investigações preliminares da Polícia Militar de Sacramento trouxeram à tona detalhes preocupantes sobre a segurança do passeio, o que chama atenção dos investigadores.

O condutor da lancha, Wesley Carlos da Costa, de 45 anos, também faleceu no acidente, mas os sobreviventes relataram que ele não possuía a habilitação náutica necessária para pilotar embarcações.

Além da falta de permissão do piloto, o Corpo de Bombeiros confirmou um dado alarmante: apenas três das vítimas utilizavam coletes salva-vidas no momento da batida.

“É um baque que você nem espera. Eu estava me preparando para ir à missa quando recebi a notícia… minha sobrinha ia comemorar o aniversário da amiga e aconteceu esse acidente”, lamentou o tio de Marina.

Agora, o caso segue sob os cuidados da Polícia Civil de Sacramento e da Marinha do Brasil. A Capitania Fluvial do Tietê-Paraná já designou uma equipe de peritos para realizar uma análise detalhada no local do acidente e abriu um Inquérito.

Esse processo tem um prazo inicial de 90 dias para ser concluído, buscando entender se a culpa recai sobre a manobra do piloto, a negligência na sinalização da estrutura do píer ou uma combinação fatal de ambos.

Enquanto a justiça busca respostas técnicas, a cidade de Franca se despede de seus entes queridos em um domingo que deveria ter sido marcado apenas por bolos e comemorações.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.