O jornalismo é uma das profissões mais importantes para a sociedade moderna. É por meio dele que fatos são esclarecidos, histórias ganham voz e injustiças vêm à tona. No entanto, o exercício dessa função exige responsabilidade, sensibilidade e compromisso ético, princípios que, quando desrespeitados, colocam em xeque a credibilidade de qualquer profissional.
Foi o que aconteceu nesta semana com o apresentador Guilherme Rivaroli, do Balanço Geral Curitiba, que gerou revolta ao comemorar os índices de audiência durante a cobertura do desaparecimento de um jovem no Pico Paraná.
Durante o programa, Rivaroli reagiu aos números do Ibope com uma frase que repercutiu negativamente nas redes sociais: “Podia ter um desaparecido por dia.” O comentário, feito enquanto a família do jovem Roberto Farias vivia momentos de angústia, foi considerado insensível e desrespeitoso por internautas e entidades de comunicação.
A reação foi imediata, com críticas apontando falta de empatia e profissionalismo. Diante da repercussão, o jornalista voltou ao ar nesta segunda, dia 5 de janeiro, para se retratar. Em tom de arrependimento, ele reconheceu o erro e afirmou que o comentário não condiz com seus valores nem com os da emissora.
“Eu errei. Foram duas horas de uma cobertura intensa, mas isso não justifica. Essa atitude não representa quem eu sou nem o que o programa defende”, declarou. Veja o momento em que ele faz a retratação:
https://www.instagram.com/reel/DTI0AvZDo1Q/
Rivaroli também contou que entrou em contato com os familiares de Roberto Farias para pedir desculpas e que foi perdoado. Mesmo assim, a polêmica continua sendo debatida nas redes sociais, onde especialistas e jornalistas destacam a necessidade de reforçar a ética na cobertura de situações delicadas.
O episódio serve como um alerta sobre os desafios do jornalismo em tempos de busca incessante por audiência. Em meio à pressão por resultados, é fundamental lembrar que cada notícia envolve pessoas reais e que o respeito deve sempre vir antes dos números.

