Os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana continuam provocando impactos que vão além da destruição de cidades e da busca por sobreviventes.
Entre as perdas confirmadas está a de um jovem atleta que era apontado como uma das principais promessas do futebol do país, aumentando a comoção entre torcedores e integrantes da comunidade esportiva.
Yimvert Berroterán, de 18 anos, teve a morte confirmada pela Federação Venezuelana de Futebol nesta sexta-feira. O jogador defendia a Universidad Central de Venezuela e também integrava as categorias de base da seleção venezuelana, onde vinha construindo uma trajetória marcada por boas atuações e grande expectativa para o futuro.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades locais, o corpo do atleta foi encontrado nos escombros de um edifício que desabou em La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos registrados na última quarta-feira (24).
A namorada de Berroterán também morreu no mesmo desabamento, ampliando o sentimento de tristeza entre familiares, amigos e pessoas próximas ao casal. A Federação Venezuelana de Futebol manifestou pesar pela perda do jogador e destacou sua dedicação durante o período em que representou o país nas competições internacionais.
No ano passado, Berroterán participou da Copa do Mundo Sub-17, experiência que reforçou sua posição como um dos talentos em ascensão no futebol venezuelano. Enquanto o esporte lamenta a morte do jovem, a Venezuela segue enfrentando as consequências dos abalos sísmicos que atingiram diversas cidades.

O balanço mais recente divulgado pelas autoridades aponta centenas de mortos, milhares de feridos e um elevado número de pessoas desaparecidas, enquanto equipes de resgate continuam trabalhando na tentativa de localizar sobreviventes.
Na quinta-feira, um novo tremor de magnitude 5 voltou a ser registrado no país, aumentando a preocupação da população, embora não tenham sido informados danos significativos relacionados a esse novo abalo.
Diante da dimensão do desastre, autoridades, organizações humanitárias e voluntários permanecem mobilizados para prestar assistência às famílias atingidas, enquanto o país tenta iniciar um longo processo de recuperação diante de uma das maiores catástrofes naturais de sua história recente.

