Depois de ter o nome e imagem associados ao Comando Vermelho, a jovem Maria Eduarda se manifestou publicamente pela primeira vez desde que foi dada como morta. O caso expõe as delicadezas e perigos que envolvem a repercussão de algumas informações.
Maria Eduarda é conhecida na web como Penélope e foi associada ao Comando Vermelho. Desde a “Megaoperação Contenção”, que deixou mais de 100 mortos nos Complexos da Penha e Alemão, no Rio de Janeiro, Maria Eduarda foi descrita por vários portais como um dos braços fortes do Comando Vermelho.
Além disso, a jovem também foi retratada como “Japinha do CV”, como uma espécie de codenome do crime. As notícias apontavam inclusive que Maria havia sido morta, durante a operação. No entanto, as informações se provaram falsas.
Agora, pela primeira vez, a jovem se manifestou publicamente sobre o assunto. Maria Eduarda afirma que não tem envolvimento com o crime e que as fotos divulgadas são antigas e não a representam mais. A jovem alega ainda que não usa o nome “Japinha do CV”.
“Essa tal de Japinha que estão falando aí… não sou eu. Essa menina não existe. Japinha não existe. Não existe ninguém com esse apelido, o meu nome é Maria Eduarda conhecida como Penélope”, disse.
Maria também afirmou que as mensagens que foram atribuídas a sua irmã, nas quais a familiar pedia que o luto da família fosse respeitado, também eram falsas. Segundo a jovem, nenhum familiar seu se manifestou.
“Isso tudo que aconteceu foi a internet que criou porque em nenhum momento eu ou minha família ou ninguém próximo a mim veio falar nada na internet que eu tinha morrido. Então a internet já vinculou fotos, imagens de uma vida minha passada na qual eu não levo mais”, disse.
Vale dizer que a Polícia Civil confirmou que não houveram mortes femininas durante a megaoperação. O corpo, que teve o rosto desfigurado, e vinha sendo atribuído à jovem, também foi identificado como do traficante baiano Ricardo Aquino dos Santos.

