Nesta sexta-feira (28/03), o Exército de Israel realizou bombardeios contra a capital do Líbano, a cidade de Beirute. O país alegou ter membros do Hezbolah como alvos. Essa é a primeira vez que a capital do Líbano é bombardeada desde o cessar-fogo que havia sido negociado há algumas semanas.
O acordo foi feito em novembro do ano passado, mas Israel já havia realizados outras ofensivas de menor dimensão anteriormente. Agora, o país alega que bombardeou a capital do Líbano como resposta a um ataque feito contra a Alta Galileia, no norte de Israel.
Antes do bombardeio, Israel realizou três ataques com drones e alegou que os ataques serviam de “alerta”. O governo israelense também emitiu ordem de evacuação para moradores da região que seria atacada em Beirute.
Em comunicado, o governo do Líbano condenou os ataques. “A comunidade internacional deve pôr fim a esses ataques e forçar Israel a cumprir o acordo”, apelou o governo libanês.
O Hezbollah, por sua vez, suspendeu uma celebração que seria realizada e atribuiu a suspensão a “agressão sionista no subúrbio sul”. O grupo tem o controle de algumas regiões do Líbano, embora não seja uma instituição reconhecida pelo governo libanês.
Macron, presidente da França e parceiro comercial do Líbano, condenou o bombardeio israelense. “Neste momento não há nada que justifique os atuais ataques de Israel“, afirmou Macron, que disse ainda que conversaria com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyau, e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Do lado israelense, o ministro da Defesa do país fez ameaças contra o governo libanês. “Estou enviando uma mensagem clara ao governo libanês: se vocês não aplicarem o acordo de cessar-fogo, nós o aplicaremos“, afirmou.
Israel segue bombardeando Síria e Líbano, enquanto também avança contra Gaza e Cisjordânia, ambos territórios palestinos. Com apoio dos EUA, o país tem anunciado novos assentamentos nessas regiões.

