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Irritado, Silas Malafaia critica sermão de pastora que orientou mulheres a denunciar agressores: “Safadeza”

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Silas Malafaia fez discurso irritado contra dados nos quais a pastora se baseou.

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Há poucos dias atrás, a pastora Helena Raquel viralizou com um discurso contra a violência contra mulheres durante o 40º Congresso dos Gideões. Na ocasião, a líder religiosa provocou outros líderes cristão a se unirem na causa pela vida das mulheres.

A pastora orientou que mulheres deixem de “orar” pela mudança dos maridos e passem a orar por si mesmas, buscar ajuda e denunciar seus agressores, mesmo se forem pessoas de dentro da Igreja.

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“Não acredite no pedido de desculpas, porque quem agride, mata. Saia daí”, disse a pastora em um sermão profundo que viralizou nas redes sociais. A líder religiosa também denunciou que, dentro da Igreja, muitas vítimas são orientadas a não denunciar.

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“A igreja precisa voltar a ser lugar de cura, não de medo. E onde há verdade, há libertação”, afirmou a pastora. Nas redes sociais, o sermão viralizou e a líder foi elogiada por sua coragem em falar sobre o tema.

Silas Malafaia não gostou

Apesar de ter sido muito elogiada pela coragem de falar sobre violência doméstica dentro da Igreja, a pastora foi criticada por algumas figuras de dentro do universo evangélico. Uma dessas figuras foi o pastor Silas Malafaia.

Em suas redes sociais, Malafaia fez um discurso aos gritos, com palavras de baixo calão e atacou a pastora Helena Raquel. “Que pesquisa vagabunda é essa? Desafio a comprovar isso”, disse Silas Malafaia.

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O pastor questionou a alegação de que os casos de violência contra mulher são altos entre evangélicos, afirmando que a afirmação é uma “safadeza para nos denegrir”, se referindo aos evangélicos.

Os dados questionados por Silas Malafaia estão presentes no relatório Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil. A pesquisa foi realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicada no segundo semestre do ano passado.

A pesquisa entrevistou mulheres de diferentes regiões do país, com idade superior a 16 anos e diferentes classes sociais, além de diferentes religiões. Dentre as mulheres ouvidas que se declararam evangélicas, 42,7% afirmou já ter sido vítima de violência doméstica.

Sobre o Autor

Roberta R

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