Notícias

‘Irmão e irmãozinho’: essa era a forma que Flávio Bolsonaro chamava Vorcaro nas mensagens

ANÚNCIOS

Mais detalhes sobre o pedido que Flávio realizou para Vorcaro.

ANÚNCIOS

Em entrevista concedida à GloboNews nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, buscou minimizar o teor das conversas vazadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O parlamentar defendeu que o uso recorrente de termos como “irmão”, “mermão” e “irmãozinho” não deve ser interpretado como sinal de intimidade pessoal ou cumplicidade em negócios, mas sim como uma característica intrínseca do “linguajar carioca”.

ANÚNCIOS

Segundo Flávio, essas expressões são formas genéricas de cumprimento no Rio de Janeiro, equivalentes ao “guri” dos gaúchos ou ao “mano” dos paulistas, sendo utilizadas inclusive em situações triviais, como ao pedir um coco na praia.

A justificativa surge em um momento de forte pressão política, após o site Intercept Brasil revelar áudios e textos que detalham a articulação de Flávio para financiar a cinebiografia de seu pai, intitulada Dark Horse.

As investigações confirmam que Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção, utilizando a empresa Entre Investimentos e Participações como ponte para os pagamentos.

As mensagens revelam um Flávio Bolsonaro preocupado com o cronograma financeiro do filme, chegando a admitir que ficava “sem graça” de cobrar o banqueiro, especialmente após o Banco Central rejeitar a venda do Master para o BRB, o que teria colocado Vorcaro em um “momento dificílimo”.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”, disse em uma das mensagens enviada por Flávio Bolsonaro a Vorcaro em novembro de 2025.

ANÚNCIOS

Apesar do esforço do senador em desvincular a linguagem coloquial de uma relação de proximidade, o conteúdo das mensagens. que incluía imagens de visualização única e promessas de lealdade irrestrita, continua no centro do debate sobre o escândalo “Bolsomaster”.

A defesa sustenta que as conversas provam apenas a busca por patrocínio privado para um projeto também privado, enquanto críticos e órgãos de investigação analisam se a “ausência de meia conversa” mencionada pelo senador indica uma relação que vai além da cortesia regional, especialmente diante das cifras milionárias envolvidas no financiamento da obra.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.