A confirmação da causa da morte de uma mulher e seu filho de 11 anos em uma pousada de Maragogi, que está localizada no litoral norte do estado de Alagoas, trouxe uma nova perspectiva sobre o caso, que inicialmente era tratado como possível afogamento.
Segundo o Instituto Médico-Legal Estácio de Lima, as vítimas, identificadas como Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e o filho Arthur Klein Helfstein Alves, sofreram uma descarga elétrica enquanto estavam na piscina da área de recreação do estabelecimento.
A conclusão foi divulgada nesta terça-feira, 6 de janeiro, após a finalização dos exames periciais. Os dois eram turistas vindos de São Paulo e estavam na pousada durante as férias.
Eles foram encontrados inconscientes no domingo, 4 de janeiro, dentro da piscina. Equipes de emergência foram acionadas, mas os esforços para reanimá-los não tiveram sucesso. A perícia inicial realizada no local já havia levantado a hipótese de uma falha elétrica, o que agora foi confirmado pelo laudo oficial.
Com a causa da morte esclarecida, o foco da investigação se volta para a origem do problema elétrico. Peritos da Polícia Científica devem retornar à pousada nos próximos dias para uma nova vistoria.
Um especialista em engenharia elétrica acompanhará a inspeção, com o objetivo de avaliar as condições da instalação, identificar possíveis falhas técnicas e verificar se havia fiações expostas ou sistemas mal dimensionados.
Imagens das câmeras de segurança também estão sendo analisadas para entender a sequência dos acontecimentos que deixaram mãe e filho sem vida. O que era para ser dias de descontração acabou em pesadelo.
A Polícia Civil será responsável por reunir todas as informações técnicas no inquérito, que buscará determinar se houve negligência por parte dos responsáveis pela pousada e se há elementos para responsabilização criminal.
Em nota oficial, a administração da pousada expressou pesar pela perda dos hóspedes e afirmou estar colaborando integralmente com as autoridades. O estabelecimento destacou que novas informações só serão divulgadas por meio de comunicados formais, aguardando a conclusão da investigação.
O caso reacende debates sobre a segurança em áreas de lazer e a importância da manutenção rigorosa de sistemas elétricos em ambientes públicos.

