Os graves acidentes nas rodovias brasileiras continuam sendo um alerta sobre os riscos do transporte rodoviário, especialmente em longas viagens. Entre curvas, caminhões parados e sinalização precária, vidas se perdem em segundos.
Um desses episódios aconteceu na BR-153, quando o preparador físico Hecton Alves, de 33 anos, integrante da comissão técnica do Águia de Marabá, perdeu a vida em um acidente envolvendo o ônibus do time sub-20 e um caminhão.
Natural de Conceição do Araguaia, no sul do Pará, Hecton era casado e pai de dois filhos. Dedicado ao esporte e à família, ele atuava no clube há cerca de dois anos, acompanhando de perto o desenvolvimento físico dos jovens atletas.
Segundo colegas, era um profissional admirado, conhecido pelo entusiasmo e pela postura inspiradora nos treinos. Além do trabalho com o futebol, também atuava como personal trainer na região.
O acidente aconteceu quando a equipe retornava de São Paulo, após participar da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a tradicional Copinha. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus colidiu na traseira de um caminhão parado na pista, sem sinalização. Hecton morreu no local.
O técnico da equipe, Ronan Tyezer, ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital Regional de Gurupi (TO). Nenhum dos jogadores sofreu ferimentos graves. O corpo do preparador passou por perícia em Palmas e será levado para sua cidade natal, onde familiares e amigos se despedem do profissional.
O clube emitiu uma nota lamentando a perda e destacando o comprometimento de Hecton com o esporte. O governador Helder Barbalho também se pronunciou, oferecendo apoio às famílias e colocando o Corpo de Bombeiros à disposição da delegação.
A morte de Hecton comoveu o futebol paraense e reacendeu discussões sobre a segurança nas estradas, especialmente em trechos movimentados por delegações esportivas. Um homem que vivia para transformar jovens atletas em campeões teve sua história interrompida longe dos gramados, mas deixou uma marca de dedicação e amor pelo esporte.

