O Brasil enfrenta um crescimento alarmante nos casos de feminicídio. Em 2024, mais de 1.450 mulheres foram assassinadas por parceiros ou ex-companheiros uma média de quatro por dia. Atrás desses números, há rostos, histórias e sonhos interrompidos.
Um desses casos recentes, que chocou o interior de São Paulo, é o de Bruna Rafaela Rocha Félix, de apenas 24 anos, morta de forma violenta em Rio Claro. Bruna era conhecida por sua alegria e simpatia.
Trabalhava para se sustentar, havia iniciado a faculdade de Direito, e apesar de ter precisado interromper os estudos por dificuldades financeiras, continuava batalhando por seus objetivos.
Depois da morte do pai, morava sozinha e mantinha uma rotina independente, algo que, segundo amigos próximos, despertava orgulho em quem a conhecia. Mas a jovem enfrentava um capítulo sombrio em sua vida: o relacionamento com Weslley Natalino Farias, de 23 anos.
O romance havia terminado, mas o ex-namorado não aceitava o fim. Com histórico de violência doméstica e outros delitos, Weslley passou a perseguir Bruna e ameaçá-la frequentemente.
Na noite do crime, ele a atacou em uma viela com diversos golpes de faca, atingindo costas, pescoço e braços. Ela ainda tentou se defender, segundo a polícia, mas não resistiu. Após o crime, Weslley foi localizado nas proximidades e confessou tudo.
A Polícia Militar encontrou a arma utilizada e roupas com manchas de sangue. Ele segue preso após audiência de custódia. Bruna era uma jovem com um futuro pela frente. Seu assassinato não foi um fato isolado, mas parte de uma realidade em que mulheres continuam sendo vítimas de ciúmes, controle e violência.

