O município de Sorriso, localizado a 420 km de Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso, registrou neste domingo (17) um episódio que abalou a comunidade local e reacendeu debates sobre segurança e proteção de vítimas em situações de risco.
A estudante de administração Jacyra Grampola Gonçalves da Silva, de 24 anos, foi morta a tiros enquanto se encontrava em um pesqueiro no Bairro Verdes Campos.
O caso, que agora está sob investigação da Polícia Civil, aponta como principal suspeito o ex-namorado da jovem, José Alves dos Santos, de 31 anos, que permanece foragido.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, câmeras de segurança instaladas no local registraram a chegada do suspeito. Nas imagens, ele aparece carregando uma caixa embrulhada, de onde teria retirado a arma utilizada no ataque.
Logo após os disparos, é possível observar que a vítima cai ao solo enquanto o homem foge rapidamente da cena. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar encontrou a estudante já sem vida, apresentando perfurações por arma de fogo na região do rosto.
A jovem, que se apresentava em suas redes sociais como paraense e engajada em projetos sociais, também enfrentava uma situação delicada na vida pessoal. Segundo a Polícia Civil, ela possuía uma medida protetiva de urgência contra o suspeito, o que evidencia um histórico de conflitos e riscos anteriores.
Ainda assim, a proteção judicial não foi suficiente para impedir o desfecho. O crime trouxe forte comoção à cidade e reforçou questionamentos sobre a efetividade das medidas protetivas concedidas pelo Judiciário.
Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
Especialistas em segurança e direitos humanos ressaltam que o cumprimento dessas determinações depende de monitoramento constante e de políticas públicas que garantam resposta imediata em casos de ameaça.
Enquanto as investigações prosseguem e buscas são realizadas para capturar o suspeito, familiares e amigos de Jacyra se mobilizam em redes sociais para homenageá-la e cobrar justiça.
O caso se soma a outros registros que evidenciam a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção e conscientização da sociedade quanto à prevenção da violência contra mulheres.

