Ainda na década de 50, foi realizado o primeiro transplante de órgãos bem-sucedido no mundo – dando início a uma verdadeira revolução na medicina, permitindo a vários pacientes a oportunidade de continuar vivendo.
De lá para ca, a medicina continuou evoluindo e permitindo alternativas para dar qualidade de vida à pacientes que, em outros momento, não teriam nenhuma opção de tratamento.
O transplante de órgãos hoje já pode ser realizado envolvendo vários deles: rins, coração, fígado, pele, córneas, etc. No entanto, ainda existe um grande desafio quando o assunto é transplante.
Isso porque a grande maioria dos transplantes é feito entre pacientes vivos e doadores mortos. Isso gera um desafios em muitos casos porque o transplante depende de compatibilidade total, então muitas pessoas esperam por anos.
Pensando nessa dificuldade, pesquisadores começaram a trabalhar a hipótese de órgãos artificiais ou adaptados. Por conta disso, há anos foram iniciados estudos sobre a compatibilidade de transplantes envolvendo órgãos de porcos.
Em janeiro deste ano, Tim Andrews recebeu um rim de porco alterado geneticamente. Andrews, de 67 anos, sofria de um problema renal e já era considerado um paciente terminal. O procedimento foi realizado no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos. Foram três pacientes ao todo. Andrews foi o único dos três que sobreviveu, e hoje vive livre de diálises.
Transplantes envolvendo órgãos de outros animais já existem desde a década de 60, mas os resultados positivos atualmente são possíveis graças ao avanço das tecnologias. Apesar disso, o procedimento ainda gera debates éticos.
No começo deste ano, outra paciente passou por um procedimento para retirar o órgão, cerca de 4 meses após receber o rim alterado de um porco. No caso dela, houve rejeição do sistema imunológico, que passou a atacar o órgão.

