A vida do chinês Li Hua se tornou um caso clínico quando ele era ainda muito jovem. Com apenas 19 anos de vida, Hua começou a sentir sintomas de uma doença grave, e rara, chamada espondilite anquilosante.
O caso de Hua logo se revelou um caso de alto grau de complicação. Aos poucos, conforme os anos avançavam, o homem foi perdendo a autonomia dos movimentos, sofrendo com um enrijecimento do corpo.
Com 46 anos de idade, em 2020, Hua finalmente encontrou uma equipe médica que decidiu traçar um tratamento para a doença. Os riscos eram altos, mas o próprio paciente decidiu que valia a pena enfrenta-los.
Depois de ser rejeitado por alguns médicos, Hua encontrou o chefe do Departamento de Ortopedia da Universidade de Shenzhen (China), Tao Huiren, que assumiu o caso. A cirurgia foi longa e de alto risco.
Hua teve a coluna totalmente quebrada e reconstruída, uma seção de cada vez, permitindo a correção de toda a coluna vertebral do homem. Foram anos de muita fisioterapia e tratamentos, que continuam até hoje.
No entanto, Hua finalmente consegue desfrutar de uma vida minimamente normal. Ele era cuidado por sua mãe, que já era idosa, e tinha muita preocupação por conta da saúde dela. Para ele, recuperar a autonomia foi fundamental.
“A primeira vez que vi minha mãe após a cirurgia, de repente percebi o quanto ela envelheceu enquanto cuidava de mim todos esses anos. Ela não poderia cuidar de mim para sempre, então queria curar essa doença e reduzir o fardo dela”, disse ele.
Hua falou sobre as pequenas coisas que consegue fazer novamente, como se sentar a mesa e andar. Ele sempre engrandece o dr. Tao, que assumiu os riscos da delicada cirurgia que mais ninguém queria fazer.

