Um morador do bairro Pedreira, São Paulo, denuncia ter sido agredido por policiais militares após um mal-entendido envolvendo o apelido de um vizinho. As agressões também se estenderam à família da vítima.
Segundo Antônio Carlos, ele chamou um conhecido de “Coxinha”, nome pelo qual o comerciante é identificado na região por vender salgados, no momento em que uma viatura passava pela rua. Os agentes teriam interpretado que a expressão era uma provocação dirigida à equipe policial.
De acordo com o relato, Antônio Carlos tentou esclarecer que falava com o vizinho, identificado como Domingos Souza, mas acabou sendo abordado, levado para a delegacia e, durante a ação, afirma ter recebido socos e sido empurrado contra uma parede.
Exames médicos posteriores apontaram lesões nas costelas. A confusão também envolveu familiares do morador. A esposa e a filha disseram ter sido agredidas ao tentar impedir as agressões, durante a abordagem.
O caso foi registrado em boletim de ocorrência com versões opostas: Antônio Carlos foi acusado de resistência e desacato, enquanto os policiais passaram a ser investigados por suposto abuso de autoridade.
Em nota enviada ao iG, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Militar instaurou procedimento administrativo no 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano para apurar o ocorrido.
A Corregedoria acompanha a investigação e, caso sejam constatadas irregularidades, as medidas disciplinares cabíveis serão adotadas. A pasta também informou que o 98º Distrito Policial (Jardim Miriam) conduz um inquérito, já solicitou exame ao Instituto Médico Legal (IML) e segue realizando diligências para esclarecer os fatos.
Até o momento, não há informações sobre eventual afastamento dos policiais envolvidos nem sobre a conclusão das investigações. Os policiais envolvidos no caso não tiveram os nomes divulgados.

