O transporte aéreo de funcionários que atuam em plataformas de petróleo é uma rotina essencial para o funcionamento da indústria offshore brasileira, mas também envolve riscos que exigem preparo técnico e resposta rápida em situações inesperadas.
Nesta sexta, dia 2 de janeiro, um helicóptero de táxi aéreo precisou realizar um pouso de emergência no mar, a cerca de 74 quilômetros ao sul de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
A aeronave, operada pela empresa Omni Táxi Aéreo e contratada pela TechnipFMC, transportava seis funcionários que prestavam serviços à Petrobras. O grupo se deslocava para uma embarcação que atua na instalação de sistemas submarinos no campo de Búzios, um dos mais importantes do pré-sal.
Segundo a Marinha do Brasil, o helicóptero apresentou uma falha ainda não especificada, levando o piloto a realizar um pouso controlado no mar por volta das 13h.
Oito ocupantes, entre eles o piloto, o copiloto e os seis passageiros, conseguiram sair da aeronave com o auxílio de botes salva-vidas e foram resgatados por uma equipe da Marinha, que atuou com o apoio de uma aeronave UH-15 e do navio-patrulha APA.
Os tripulantes foram encaminhados a um hospital da região para avaliações médicas, e, segundo informações oficiais, não houve registro de mortes ou ferimentos graves. Após o resgate, o helicóptero foi rebocado até a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia.
A Petrobras informou, por meio de nota, que está oferecendo toda a assistência necessária às pessoas envolvidas e que acompanha as investigações sobre o ocorrido. O episódio reforça a importância dos protocolos de segurança e treinamento das equipes que operam no transporte aéreo de trabalhadores offshore, um elo vital para a cadeia de energia brasileira.

