Quando alguém recebe benefícios judiciais, como liberdade condicional ou progressão de regime, é fundamental cumprir todas as determinações impostas pela Justiça. O descumprimento dessas regras pode resultar em consequências imediatas, incluindo a revogação do benefício e a emissão de mandados de prisão.
Por isso, qualquer mudança de rotina ou deslocamento precisa ser comunicado às autoridades responsáveis pelo acompanhamento do caso. Foi exatamente essa situação que levou o ex-jogador Bruno Fernandes de Souza a voltar ao centro das atenções.
Considerado foragido da Justiça desde a semana passada, o ex-goleiro teve um cartaz de “procurado” divulgado nesta quinta, dia 12 de março, pelo serviço Disque Denúncia do Rio de Janeiro.
A divulgação do material tem como objetivo mobilizar a população para ajudar na localização do ex-atleta. No cartaz, a polícia disponibiliza canais para que qualquer pessoa possa fornecer informações que contribuam para a captura do condenado.

De acordo com as autoridades, o mandado de prisão foi expedido após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que revogou o benefício de liberdade condicional concedido anteriormente ao ex-jogador. A determinação ocorreu porque Bruno teria descumprido uma das condições impostas para permanecer fora da prisão.
A situação ganhou destaque depois que o ex-goleiro viajou, no início de fevereiro, para o estado do Acre. Na ocasião, ele assinou contrato para atuar profissionalmente pelo Vasco do Acre. Segundo a decisão judicial, ele não teria comunicado ou se apresentado à Justiça para seguir cumprindo as regras do regime semiaberto, o que levou à revogação do benefício.
Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por crimes relacionados à morte da modelo Eliza Samúdio. O caso teve grande repercussão nacional e envolveu acusações de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
Apesar das investigações e do julgamento que resultou na condenação, o corpo de Eliza nunca foi encontrado. Ainda assim, a Justiça considerou que havia provas suficientes para confirmar a responsabilidade dos envolvidos no crime.
Com a revogação da liberdade condicional, a Justiça determinou o retorno de Bruno ao regime semiaberto. Até o momento, ele não foi localizado, e as autoridades seguem em busca de informações que possam levar ao seu paradeiro.

