Atualmente é muito comum de se ver usuários cada vez mais jovens com acesso a algum tipo de eletrônico. O vídeo game parece ter perdido o posto de favorito entre as crianças, já que agora os smartphones se tornaram o verdadeiro sonho de consumo deles, mas que tem alto potencial de perigo.
Este foi o caso de Júlia, filha do Paulo. A adolescente de 12 anos fazia uso do aparelho celular com acesso livre e sem a supervisão do pai, que chegou a pensar que esta poderia estar sendo uma boa utilidade já que estavam atravessando um momento difícil.
Paulo e Júlia estavam tentando se recuperar da morte da mãe da criança, que faleceu vítima de câncer. A vida da jovem mesmo após o episódio doloroso parecia estar dentro da normalidade de quem tinha acompanhamento psicológico, amigos e rotina escolar.
O que Paulo não imaginava é que a filha estava correndo perigo desde que passou a ser uma das integrantes de um grupo de automutilação. O primeiro sinal chegou a ser camuflado por ter sido associado ao processo de luto, mas que com uma investigação foi descoberto.
O empresário pediu para que fosse checado o celular da criança e lá foi constatado que através do Roblox, jogo on line, ela recebeu convite e passou a fazer parte do grupo de Discord que determinavam que os participantes cumprissem desafios do “lulz”.
Esta palavra chave que foi identificada como a ordem de comando para que fosse cumprido atividades violentas. Sem saber lidar com a situação, Júlia chegou a pedir para que fosse internada e aí contou com a ação do pai que a socorreu com intervenção médica.
“Esse pudor de não pegar o celular dela foi um dos meus maiores erros. O pai tem que ter a senha. Tem que saber não que o filho está metido”, alerta Paulo que conseguiu a tempo livrar a filha dos perigos.

