A configuração familiar de Laís e Ivan Rocha, residentes em Atibaia, no interior de São Paulo, apresenta um modelo de relacionamento poliafetivo que desafia as normas convencionais e ganha visibilidade nas redes sociais.
A empresária Laís, de 27 anos, divide a rotina e o marido, o motoboy Ivan, de 36 anos, com outras cinco mulheres: Ana Carolina, Natália, Camili, Maria Eduarda e Juliana.
O grupo, que reside na mesma residência, descreve-se como uma “família em V”, onde todas as esposas se relacionam exclusivamente com Ivan, mantendo entre si laços de amizade e colaboração, sem envolvimento sexual mútuo.
Atualmente, o grupo vivencia a expectativa da chegada do oitavo membro, já que Laís está grávida do primeiro filho do casal. A gestação foi planejada e é encarada como um projeto coletivo.
Segundo a empresária, todas as outras companheiras assumirão responsabilidades no cuidado e na criação do bebê. O planejamento familiar do grupo é extenso, prevendo que a engenheira Natália seja a próxima a engravidar.
Apesar de Ivan ser casado civilmente apenas com Laís, devido às restrições da legislação brasileira que impede a poligamia em cartório, o grupo organiza uma cerimônia de celebração para novembro deste ano, na qual todas as mulheres estarão de branco.
A trajetória para a formação dessa dinâmica começou há uma década e passou por diversas fases, incluindo experiências anteriores de Ivan e a sugestão da própria Laís de abrir o relacionamento.
A empresária relata que sua motivação é fundamentada no “trollismo”, um fetiche em observar o parceiro com outras pessoas, e ressalta que o processo exigiu uma desconstrução de valores sociais.
As novas integrantes foram chegando gradualmente, algumas por aplicativos de relacionamento e outras por meio do perfil da família no Instagram, que já conta com mais de 258 mil seguidores.
Embora o grupo compartilhe uma rotina de companheirismo, Laís admite que enfrentam desafios significativos, especialmente no que diz respeito ao preconceito.
Com isso, ela relata dificuldades práticas, como a recusa de fornecedores para o casamento, e obstáculos familiares, como a resistência inicial das mães do casal.

