Mesmo em meio a tamanha dor pela morte do menino Luan Augusto, de 16 anos de idade, a família tomou uma admirável atitude. Segundo informações do Hospital Universitário de Londrina, a família autorizou a doação de órgãos.
Luan foi uma das vítimas fatais do atentado contra um Colégio Estadual de Cambé, no Paraná. O adolescente foi atingido por um tiro na cabeça, chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento.
Além do garoto, Karoline Verri Alves, de 17 anos, também foi vítima fatal do atentado. Os dois eram namorados e, segundo as informações apuradas pelas autoridades, estavam no pátio, no ping pong, quando foram atingidos.
Karoline faleceu ainda no local, enquanto Luan foi socorrido. O hospital não entrou em detalhes sobre quais órgãos poderão ser aproveitados. A identidade dos familiares do adolescente tem sido preservada.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório do adolescente. O corpo de Karoline foi velado e enterrado nesta terça-feira, sob forte comoção. A menina era envolvida com a comunidade local através da Igreja.
A polícia continua investigando o caso. A ação do atirador, ao que tudo indica, não foi solitária. Na noite de segunda, a polícia prendeu um segundo suspeito, acusado de participar da idealização do crime.
O suspeito não teve o nome ou rosto divulgados, conforme as novas indicações de cobertura para esse tipo de caso. No entanto, a polícia confirmou a postura fria e e lúcida do rapaz ao relatar os fatos, inclusive ao admitir que pretendia fazer mais vítimas.
Ainda segundo as informações, o rapaz é ex-aluno do Colégio atacado e alega sofrer de esquizofrenia.

