O trabalho de repressão ao tráfico de drogas é um dos mais desafiadores impostos às forças policiais. Há décadas a chamada “guerra contra as drogas” tem provado suas limitações quando o assunto é coibir a raiz do problema.
Por isso, quando uma operação resulta na prisão de “chefões” do tráfico, a notícia se torna tão repercutida. Foi exatamente esse o caso no Paraná, durante uma operação da Polícia Federal, que resultou no abalo de um esquema internacional.
A “Operação Seletor” teve alguns resultados divulgados nessa terça-feira (11/07). Dentre as prisões, um nome se destaca, trata-se de Marcelo Pletsch, de 47 anos. Ex-jogador de futebol, ele fez história no campeonato alemão.
Segundo as informações da polícia, Marcelo era uma das peças-chave na operação de uma organização criminosa que atua em Cascavel e no exterior, realizando tráfico de armas e drogas, além de outros crimes, como lavagem de dinheiro e até homicídios.
De acordo com as informações da polícia, Marcelo era responsável pela logística das operações criminosas. O nome dele foi identificado durante monitoramento de escutas telefônicas. O ex-jogador foi preso.
Após a prisão do ex-jogador, sua defesa chegou a se manifestar e negou o envolvimento de Marcelo nos crimes. Em nota, sua defesa afirma que a inocência do ex-atleta será provada.
“A defesa nega todas as acusações que recaem sobre o Marcelo, por se tratarem de infundadas suspeitas obtidas mediante denúncias anônimas, e sua inocência será demonstrada durante a instrução processual”, declarou Marcelo Martins, advogado de Pletsch.

