Graves casos de violência entre casais continuam chamando a atenção para situações de relacionamentos marcados por conflitos e sinais de alerta. Em Sangão, no Sul de Santa Catarina, a morte de uma jovem de 19 anos mobilizou a polícia e causou comoção entre familiares e colegas.
Joviana Evelyn Iankovski foi encontrada sem vida na casa do namorado, poucos dias depois de começar a graduação em Ciências Biológicas. A jovem havia iniciado as aulas na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) no dia 3 de agosto.
Uma semana depois, na segunda, dia 10 de agosto, policiais localizaram o corpo dentro de um quarto trancado na residência do namorado, José Gustavo Rabelo, de 21 anos. Segundo a investigação, o rapaz procurou uma delegacia na tarde do mesmo dia e confessou ter aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” na namorada após uma discussão.
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Ele foi preso em flagrante sob suspeita de feminicídio. O delegado Murilo da Cunha, responsável pelo caso, informou que a versão apresentada pelo suspeito ainda depende de confirmação por meio da perícia. O investigador também relatou que o casal mantinha um relacionamento considerado conturbado e que o próprio jovem teria reconhecido dificuldades na relação.
A descoberta do corpo ocorreu após a mãe de Joviana desconfiar de mensagens recebidas durante o fim de semana. Segundo o relato feito à Polícia Militar, a jovem havia informado que sairia na quinta, dia 6 de agosto, mas as mensagens posteriores apresentavam características que fizeram a mãe acreditar que não eram escritas pela filha.
Diante da suspeita, a polícia foi acionada e seguiu até a residência do namorado, no bairro Santa Apolônia. O imóvel estava vazio. Como o quarto permanecia trancado, os policiais arrombaram a porta e encontraram a jovem enrolada em cobertores.
A vítima apresentava ferimentos no rosto. Conforme a Polícia Militar, uma avaliação inicial indicou que ela poderia estar morta havia mais de um dia. A causa e as circunstâncias exatas da morte ainda dependem dos exames periciais.
A residência era compartilhada pelo suspeito, a mãe e a avó dele. Segundo o delegado, o quarto permanecia normalmente trancado e as demais moradoras não tinham acesso ao espaço.
A Unesc divulgou uma nota lamentando a morte da estudante. Até julho, Santa Catarina havia contabilizado 32 feminicídios, conforme dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

