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‘Estou com pressentimento ruim’: essas foram as mensagens que suspeita de matar a própria enteada enviou sobre a vítima

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A suspeita de ter tirado a vida de uma adolescente enviou mensagens antes do crime.

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As investigações sobre a morte da adolescente Myrella Venceslau Freire, de 12 anos, em São João de Meriti, ganharam contornos ainda mais graves com a descoberta de mensagens enviadas pela madrasta, Bianca Martins da Silva Oliveira, horas antes do crime.

O material analisado pela Polícia Civil revela que, entre as 7h e 9h da manhã daquela sexta-feira, Bianca enviou textos à mãe da menina, Vitória, em um tom que mesclava misticismo e alertas sobre a segurança da enteada.

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Nas mensagens, a suspeita afirmava que entidades espirituais teriam avisado em sonhos que Myrella era “avoadinha” e representava um “alvo fácil nesse mundo ridículo”, sugerindo que algo ruim poderia acontecer caso a mãe não redobrasse os cuidados.

Essas comunicações, enviadas logo após o casal trocar mensagens em tom de despedida sobre o fim do relacionamento, são interpretadas pelos investigadores como uma tentativa de construir uma narrativa que justificasse uma futura fatalidade.

Pouco depois, por volta das 11h, Bianca reforçou essa estratégia ao dizer que estava com um “pressentimento ruim”. No entanto, o álibi de que ela estaria em uma entrevista de emprego e em um ônibus no momento do crime foi derrubado por provas testemunhais.

Uma pessoa confirmou ter visto a madrasta na residência às 11h26, exatamente o mesmo horário em que Vitória falou com a filha por telefone pela última vez, momento em que a adolescente ainda estava viva e bem.

A crueldade do caso é acentuada por relatos da tia da vítima, que afirmou em depoimento que Myrella sentia medo da madrasta e manifestava o desejo de sair de casa para fugir do ambiente hostil.

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O relacionamento entre Bianca e Vitória era descrito como extremamente conturbado e marcado por brigas frequentes, o que coloca a adolescente como vítima colateral de uma dinâmica familiar violenta.

Com a exclusão da hipótese de abuso sexual pelo laudo do IML e a confirmação das contradições no depoimento da suspeita, a Polícia Civil concentra-se agora em fechar o inquérito que aponta para um crime premeditado sob motivação passional.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.