Mauro Cid se tornou, ao longo do último ano, um personagem muito importante no contexto das investigações da Polícia Federal contra o ex-presidente Bolsonaro e seus aliados.
A investigação apurou a denúncia de tentativa de golpe de estado, que teve não apenas Bolsonaro como um dos investigados, mas também vários integrantes de seu entorno. Ao todo, mais de 30 pessoas foram indiciadas pela PF.
Conforme determinam as regras, a delação premiada por si só não é prova, mas é uma peça importante do processo. Mauro Cid assinou o acordo de delação premiada em meados de 2023 e, com ele, garantiu alguns benefícios.
Uma das principais contrapartidas recebidas por Mauro Cid, em troca de suas informações, foi a garantia de perdão total ou parcial de seus crimes, com pena máxima previamente fixada em 2 anos. Isto é, mesmo que for condenado, Cid não ficará mais do que dois anos preso.
Outro ponto do acordo previu o desbloqueio de bens e valores do militar, que poderiam ser bloqueados ou apreendidos em outro contexto. Cid também pediu que seus benefícios fossem estendidos ao seu pai, esposa e filha mais velha.
Por fim, parte do acordo de delação também previa que a Polícia Federal garantisse a segurança não apenas de Mauro Cid, como também de demais membros de sua família, que pudessem estar em risco.
Em troca das informações, Mauro Cid concordou com uma série de “obrigações”, que giram em torno das informações que ele poderia oferecer. De forma simplificada, Cid se comprometeu a cooperar com a Polícia Federal de todas as formas possíveis, além de se afastar totalmente de qualquer prática criminosa.
O acordo de delação pode ser rompido diante de uma série de violações possíveis, especialmente se Mauro Cid deixar de cooperar com as autoridades. No entanto, até o momento, tudo parece estar correndo de forma prevista.

