Isabelle Cristina, uma enfermeira de 28 anos de idade, é a principal suspeita de ter assassinado a tiros um agiota com quem sua família havia feito um empréstimo.
Segundo relatos, a família não conseguiu devolver o dinheiro que havia pegado, o que teria motivado Isabelle a tirar a vida do homem e também ferir seus parceiros. O crime ocorreu em Parnaíba.
Conforme divulgado pelo programa Balanço Geral, Isabelle estava sendo cobrada pela dívida de R$ 12 mil que tinha com o agiota, identificado como Deoclécio. Para garantir o pagamento, ela ofereceu o veículo da família, um modelo Hilux, afirmando que conseguiria reunir o valor com o tempo.
Deoclécio Sousa, de 37 anos, e José Maria Lira, de 57 anos, são suspeitos de serem agiotas e terem concedido um empréstimo de R$12 mil à família da enfermeira. Para garantir o pagamento da dívida, a família deixou um veículo como garantia.
Conforme informações apuradas, a vítima teria informado que negociaria o veículo deixado como garantia devido ao atraso no pagamento da dívida.
Isso teria enfurecido a enfermeira, que marcou um encontro com o homem. Quando ele chegou, Isabelle sacou uma arma e atirou, matando dois homens e ferindo uma terceira pessoa presente no local.
Com o passar dos dias, Isabelle não conseguiu juntar o dinheiro que havia pedido emprestado. Diante disso, Deoclécio afirmou que venderia o veículo para garantir sua segurança. No entanto, a enfermeira não concordou com a ideia e marcou um encontro com o agiota no bairro São Benedito.
Devido à demora no pagamento da dívida, a vítima propôs vender o carro como forma de garantir o pagamento, o que enfureceu Isabelle Cristina. Ela marcou um encontro com o homem e, quando ele chegou, a enfermeira sacou uma arma e disparou, matando instantaneamente dois homens.
Outra pessoa, identificada como Pedro, foi ferida e levada ao Hospital Municipal Dirceu Arcoverde. Depois do crime, Isabelle fugiu com a mãe para a cidade de Camocim (CE), onde acabou sendo presa.
No entanto, seu verdadeiro objetivo era assassinar o agiota. Isabelle levou Deoclécio, que não suspeitava de nada, junto com outros dois homens, que também eram agiotas, para um encontro no bairro São Benedito.
Assim que se encontraram, a enfermeira sacou uma arma e atirou em Deoclécio, e em seu colega, José Maria. O terceiro homem também ficou ferido.
Infelizmente, Deoclécio e José Maria não resistiram aos ferimentos e faleceram no local. O terceiro agiota, identificado como Pedro, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde. Após o crime, Isabelle e sua mãe fugiram para a cidade de Camocim, no Ceará, mas foram presas sob a acusação de duplo homicídio.
De acordo com a legislação, a prática da agiotagem é passível de uma pena de detenção de seis meses a dois anos, além de multa. Vale lembrar que o termo “agiotagem” é muitas vezes utilizado como sinônimo de usura, que consiste na cobrança abusiva de juros.
No entanto, é importante destacar que a cobrança de juros dentro dos limites legais não é considerada crime, sendo uma prática comum em empréstimos feitos por bancos e outras instituições financeiras.

