A cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia, amanheceu sob o peso do luto e da perplexidade com a confirmação da morte do empresário Eric Michel Lira da Silva, de 39 anos, ocorrida nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.
Proprietário da Mix Pack Embalagens, Eric não resistiu às graves sequelas de um ataque a tiros sofrido quatro dias antes, em uma emboscada que interrompeu de forma violenta sua rotina de trabalho.
O caso, que inicialmente mobilizou equipes de socorro e segurança local em uma corrida contra o tempo, agora se transforma oficialmente em um inquérito de homicídio, reacendendo as discussões sobre a vulnerabilidade de comerciantes e a audácia da criminalidade urbana na região.
O crime foi registrado na noite de domingo, 10 de maio, quando o empresário deixava o depósito de sua empresa, situado no cruzamento das ruas Padre Lourenço e da Grécia, no centro da cidade.
De acordo com as investigações preliminares conduzidas pela Polícia Civil, Eric saía do estabelecimento comercial quando foi surpreendido por dois homens. Sem que houvesse, aparentemente, qualquer chance de reação ou defesa, um dos suspeitos efetuou um disparo que atingiu a região sensível entre a cabeça e a nuca da vítima.
A dupla fugiu a pé logo em seguida, aproveitando-se do momento de choque e da calmaria dominical, o que dificultou a captura imediata por parte das patrulhas do 20º BPM que foram acionadas para a ocorrência.
A jornada médica de Eric foi marcada por uma transferência interestadual na tentativa de salvar sua vida. Socorrido inicialmente para o Hospital Nair Alves de Souza, em Paulo Afonso, ele precisou ser levado para uma unidade hospitalar em Petrolina, no interior de Pernambuco, devido à extrema gravidade do ferimento e à necessidade de cuidados neurocirúrgicos avançados.
Apesar dos esforços intensivos das equipes de saúde ao longo de quase 96 horas, o óbito foi confirmado na quinta-feira. O corpo foi encaminhado para perícia técnica, enquanto a 1ª Delegacia Territorial de Paulo Afonso concentra esforços na realização de oitivas e na análise de imagens de monitoramento para identificar os autores.
Até o momento, o mistério cerca a motivação do crime, já que nada foi levado da vítima, o que enfraquece a hipótese de latrocínio comum. A polícia ainda não efetuou nenhuma prisão e trabalha para entender se o ataque foi motivado por questões pessoais, comerciais ou se trata de uma execução planejada.
Para a comunidade empresarial baiana, a perda de um jovem empreendedor em circunstâncias tão brutais gera um sentimento de insegurança que transcende o âmbito pessoal, afetando a percepção de segurança de quem opera negócios em áreas centrais.
A 1ª Delegacia Territorial de Paulo Afonso investiga o caso, diligências e oitivas seguem em nível prioritário para identificar os autores e a real motivação.

