Nesta quarta-feira (29/04), uma ação judicial chamou a atenção no tribunal federal de São Francisco, nos Estados Unidos. O motivo da repercussão é que o alvo do processo é a empresa OpenAI, responsável pelo ChatGPT.
O processo é movido por familiares das vítimas do atentado contra a Escola Secundária Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, Canadá. Ao todo, oito pessoas foram mortas em um ataque premeditado realizado por um ex-aluno, de 18 anos.
Jesse Van Rootselaar era ex-aluna da instituição, tinha 18 anos de idade e um histórico de problemas de saúde mental. Ela matou a própria mãe e um irmão, antes de se dirigir à escola onde matou dois funcionários e cinco crianças. Na sequência, tirou a própria vida.
Ao longo das investigações, foi descoberto que Jesse costumava usar o chatGPT, onde registrou muitos de seus pensamentos mais íntimos, inclusive deixando clara sua predisposição para cometer um atentado.
De acordo com as informações, o próprio sistema de segurança do chat gerou um alerta para a administração, recomendando que as autoridades fossem acionadas. No entanto, a empresa teria se recusado a tomar alguma atitude.
Na época, a empresa apenas excluiu o perfil de Jesse. No entanto, a medida foi ineficiente, já que a jovem conseguiu criar uma conta nova e planejar efetivamente o crime. Familiares das vítimas alegam que a empresa não tomou nenhuma medida adequada, como alertar as autoridades, por medo de perder valor de mercado. Na época, a empresa era avaliada em R$ 5,7 milhões.
Ainda de acordo com as informações, a empresa já tinha alertas sobre o conteúdo das interações de Jesse pelo menos oito meses antes do atentado. Várias famílias ainda devem entrar com ações contra a empresa, exigindo indenização e danos morais.

