Nesta terça-feira (03/02), a Polícia Civil de Santa Catarina se manifestou sobre o inquérito que investiga a morte do cão Orelha. O cachorro tinha cerca de 10 anos e vivia nas ruas, mas recebia cuidados de comerciantes da região de Praia Brava, em Florianópolis.
O caso ganhou enorme repercussão no último mês após a divulgação de algumas informações. Orelha foi morto de forma violenta, sofrendo uma série de lesões que apontam para um crime violento.
Inicialmente, a polícia chegou a investigar um grupo de oito adolescentes como suspeitos. No entanto, o inquérito foi encerrado com apenas um menor sendo apontado como autor do crime (ato infracional).
O caso tem ganhado repercussão e a polícia publicou um vídeo oferecendo detalhes sobre as investigações, que vinham sendo alvo de críticas em razão da demora e também pelo receio da população de que o caso poderia ficar impune.
Em um video publicado nas redes sociais da PCSC, o delegado Renan Balbino, e a delegada Mardjoli Valcareggi, participam do vídeo e apresentam explicações sobre o andamento das investigações.
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Segundo os delegados, um dos grandes desafios em relação as investigações foi o de manter o andamento do inquérito em sigilo. O receio era de que o vazamento de informações pudesse levar o adolescente agressor a fugir.
Durante boa parte das investigações, o menor estava nos EUA com a família – viagem realizada pouco depois das agressões ao cachorro. A polícia temia que o menor permanecesse nos EUA ou que familiares tentasse ocultar ou destruir provas.
O adolescente foi interceptado ao voltar para o Brasil e, em posse da família, a polícia encontrou as roupas que teriam sido usadas no dia do crime. O material foi apreendido e encaminhado para passar por perícia.

