Uma tragédia marcada pela crueldade abalou a cidade de Rio Negrinho, no interior de Santa Catarina, na noite da última segunda-feira (16/02/2026). Priscila Dolla, de 37 anos, foi assassinada a tiros dentro de sua própria residência.
O principal suspeito é seu antigo companheiro, identificado como Gustavo, que não aceitava o término do namoro. Momentos antes de ser atingida, a vítima viveu cenas de puro terror que foram registradas de forma chocante.
O agressor iniciou uma ligação por vídeo para a própria irmã enquanto ameaçava Priscila. Na gravação, a mulher aparece em desespero, tentando acalmar o homem e fazendo apelos emocionados para sobreviver.
Priscila chegou a dizer que ele deveria respirar e olhar para ela, implorando para não ser morta pois tinha filhos que dependiam dela. “Não me mata, eu tenho filhos”, disse ela.
Pessoas próximas à família afirmaram que o homem estava inconformado com o fim da relação e agiu por conta do sentimento de posse que tinha sobre ela. A Polícia Militar foi chamada por amigos da vítima por volta das 20h.
Ao chegarem no endereço, os agentes encontraram Priscila já sem vida, caída no chão com perfurações na região do peito. O autor dos disparos também apresentava ferimentos e precisou ser socorrido às pressas para uma unidade de saúde da região.
Até o momento, o hospital não divulgou boletins sobre o seu estado de recuperação. A arma utilizada no ataque foi recolhida pelos policiais para passar por perícia. O episódio foi formalmente registrado como feminicídio seguido de tentativa de autoextermínio.
A Polícia Civil de Santa Catarina assumiu o comando das investigações e deve analisar as imagens da chamada de vídeo para anexar ao processo como prova do crime.
Se você sofre algum tipo de violência ou conhece alguém em situação de risco, denuncie. O Ligue 180 oferece orientação e apoio a mulheres em todo o país de forma gratuita e anônima.

