Após meses de investigação, a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho se complicou ainda mais, nesta última quarta-feira, dia 20 de agosto.
A Polícia Federal indiciou pai e filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, por tentativa de obstrução de Justiça na apuração sobre uma suposta trama golpista.
As fontes são do relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), após uma investigação ter sido realizada pelas autoridades e ter trazido mais detalhes.
A investigação encontrou no celular de Jair Bolsonaro um arquivo editável com um pedido de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei, além de conversas e áudios que haviam sido apagados com aliados.
Com a notícia do indiciamento, os detalhes de um suposto plano de fuga vieram à tona. Segundo a PF, o teor do documento revela que, desde fevereiro de 2024, Bolsonaro planejava atos para deixar o país com o objetivo de “impedir a aplicação de lei penal”,
A investigação também atingiu em cheio um dos principais aliados da família, o pastor Silas Malafaia. Com base nos áudios recuperados, ele se tornou alvo de um mandado de busca e apreensão.
Ao desembarcar no Rio de Janeiro vindo de Lisboa nesta quarta, ele foi conduzido pela PF para prestar depoimento. Desde maio, a Procuradoria-Geral da República investiga a atuação do clã Bolsonaro.
O inquérito, que começou com Eduardo e suas articulações nos EUA para sancionar ministros do STF, foi expandido e hoje mira uma suposta organização criminosa que atentou contra a democracia.
No momento, Jair Bolsonaro, que já cumpre prisão domiciliar por outras violações, enfrenta mais esta acusação. O relatório da Polícia Federal, com as novas provas e os indiciamentos, agora será analisado pelo STF, que decidirá os próximos passos do processo.

