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Doença perigosa e fatal que é pouco conhecida cresce no Brasil; diagnóstico é um grande desafio

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O micro-organismo se instala no pulmão e pode levar um pessoa à morte

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Doenças silenciosas e de diagnóstico complexo continuam sendo um desafio para a medicina. Muitas vezes, os sintomas se confundem com os de enfermidades mais comuns, atrasando o tratamento e colocando vidas em risco.

Entre essas ameaças está uma infecção que vem avançando pelo país sem o devido reconhecimento: a paracoccidioidomicose, uma micose sistêmica causada por um fungo presente no solo brasileiro.

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Invisível e traiçoeira, ela pode começar com algo simples, como tosse ou emagrecimento, e evoluir para sequelas graves, ou até a morte. A doença, também conhecida como PCM, é provocada pelo fungo Paracoccidioides, que se instala nos pulmões após ser inalado.

A partir daí, pode se espalhar por órgãos vitais como o cérebro, ossos e fígado. O contágio ocorre principalmente entre trabalhadores rurais e garimpeiros, que têm contato direto com a terra.

O Brasil, segundo especialistas, é o país com o maior número de casos no mundo e, ainda assim, a infecção não está na lista de doenças de notificação obrigatória do Ministério da Saúde.

Um dos rostos por trás das estatísticas é o de Antônio Rodrigues Joaquim, técnico de informação que passou quatro anos sem diagnóstico correto.

A perda de peso e os sintomas respiratórios o levaram a inúmeros diagnósticos errados, de câncer a doenças endócrinas, até que, tardiamente, uma biópsia revelou o fungo que corroía seus pulmões.

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O caso expõe o que médicos chamam de “cegueira diagnóstica”: a falta de conhecimento sobre a PCM, até mesmo entre profissionais da saúde. A infecção, que já foi restrita ao Sudeste e Centro-Oeste, hoje avança por todo o território nacional.

Em estados como Mato Grosso, Rio de Janeiro e Bahia, os registros aumentam a cada ano. Segundo a pesquisadora Rosane Hahn, da Universidade Federal do Mato Grosso, o desmatamento e o manejo intensivo do solo estão ampliando o contato humano com o fungo. “É uma doença que nasce da terra, mas cresce na nossa falta de atenção”, alerta.

Apesar de grave, a PCM tem controle se diagnosticada cedo. O problema é que, enquanto o país não amplia o rastreamento e a conscientização, o inimigo invisível continua respirando junto com quem vive do solo.

Sobre o Autor

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira