A Polícia Civil de Goiás indiciou o empresário Paulo Antônio Herberto Bianchini, de 34 anos, pelo assassinato da jovem Dayara Talissa Fernandes da Cruz, de 21 anos, que ocorreu no município de Orizona, localizado no interior do estado goiano.
O crime, que ocorreu em março, chamou a atenção pelas suas circunstâncias e motivações complexas, destacando questões de violência de gênero e manipulação emocional.
A investigação revelou que Bianchini mantinha um relacionamento paralelo e que uma disputa financeira de R$ 86 mil esteve no centro do conflito que levou ao trágico desfecho.
Dayara foi assassinada e enterrada em uma fazenda, e sua ossada foi descoberta meses depois, em julho, impossibilitando a determinação exata da causa da morte devido ao avançado estado de decomposição.
O delegado Kennet Carvalho indicou que o crime teve características de feminicídio, com motivações ligadas a questões de gênero e ao uso do dinheiro transferido para a vítima pelo suspeito, que teria sido usado para fins pessoais por ela, levando ao término temporário do relacionamento.
Paulo Bianchini foi preso no último dia 1º de julho e enfrenta acusações de homicídio qualificado por motivo fútil, dissimulação, feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.
Além dele, um funcionário de 19 anos foi indiciado por ocultação de cadáver e fraude processual, e uma mulher de 40 anos também foi indiciada por fraude processual, destacando o envolvimento de terceiros na tentativa de encobrir o crime.
Segundo o delegado, o relacionamento entre Bianchini e Dayara durou cerca de um ano e meio. Durante esse tempo, Dayara não sabia que o empresário era casado com outra mulher.
O término inicial do relacionamento aconteceu em outubro de 2023, mas eles reataram em janeiro de 2024. Em uma conversa com outra pessoa, Bianchini teria admitido ter ordenado o assassinato de Dayara devido à disputa financeira, embora ele não tenha confirmado essa versão em depoimento à polícia.
A defesa de Bianchini argumenta que ele é réu primário e cooperou com as investigações, afirmando que os depoimentos indicam que o ocorrido foi uma fatalidade, sem provas concretas de intenção criminosa.
No entanto, as evidências apontam para um cenário de premeditação e encobrimento do crime. Após a morte de Dayara, Bianchini teria enviado mensagens e criado uma falsa localização usando o celular da vítima para disfarçar o ocorrido.
A investigação revelou ainda que, no dia do crime, Bianchini desviou a rota de carro com seu funcionário, mostrando-lhe o corpo na carroceria e pedindo ajuda para esconder o cadáver.
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O funcionário colaborou tirando fotos em Itumbiara e postando no status de Dayara, enquanto a outra suspeita descartou o telefone da jovem em um córrego após mantê-lo por 10 dias. O caso chocou a comunidade local.

