O desaparecimento de jovens costuma gerar mobilização imediata das famílias e das autoridades, especialmente quando há mudanças repentinas no comportamento digital, como a interrupção de mensagens e atividades em redes sociais.
Em muitos casos, esses sinais são os primeiros indícios de que algo fora do comum pode ter ocorrido, levando a buscas intensas e a um esforço coletivo para esclarecer os fatos.
Foi exatamente essa ausência de contato que alertou os familiares de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, que estão desaparecidas há 11 dias no Paraná.
As mães das jovens estranharam o silêncio repentino, já que as filhas mantinham o hábito de se comunicar com frequência. A falta de respostas e de publicações despertou preocupação crescente, levando ao registro do caso e ao início das investigações por parte da Polícia Civil.
Conforme apurado, as duas saíram de Cianorte na noite de 20 de abril, após aceitarem um convite para uma festa. Elas estavam acompanhadas de um homem de 39 anos, posteriormente identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz.
Durante a apuração, foi descoberto que ele utilizava um nome falso e possuía um mandado de prisão em aberto por roubo. Imagens de câmeras de segurança e registros digitais ajudaram a montar uma linha do tempo dos últimos momentos em que as jovens foram vistas.
As investigações indicam que o grupo seguiu em direção a outras cidades da região, com registros de passagens por Jussara e deslocamento pela rodovia PR-323. Publicações feitas por uma das jovens durante o trajeto mostram que elas ainda estavam ativas nas redes sociais até a madrugada do dia 21 de abril.
Depois disso, não houve mais sinais de contato. Dias depois, surgiram indícios de que o suspeito teria retornado sozinho a Cianorte, sem o veículo utilizado anteriormente. A Justiça decretou a prisão temporária do homem, que segue sendo procurado.
As autoridades tratam o caso como prioridade e trabalham com diferentes linhas de investigação, enquanto equipes realizam buscas em locais mapeados com base em denúncias e informações recebidas.
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Diante de situações como essa, a colaboração da população se torna essencial. Informações podem ser repassadas de forma anônima às autoridades, contribuindo para o avanço das buscas e para o esclarecimento do paradeiro das jovens.

