A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou novamente em evidência uma investigação preliminar conduzida pela Polícia Federal (PF). O parlamentar é alvo de apurações após acusações de estupro de vulnerável envolvendo uma adolescente de 13 anos. Ele nega as acusações.
O pedido para instauração de inquérito foi encaminhado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) em abril. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, que solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Antes de emitir parecer sobre a abertura formal da investigação, o procurador-geral Paulo Gonet determinou a realização de diligências preliminares pela Polícia Federal. A representação foi apresentada pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
Segundo o documento, Alfredo Gaspar teria mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos, que posteriormente engravidou e deu à luz uma criança, atualmente com oito anos.
Os autores da denúncia também afirmam que teria havido o pagamento de R$ 400 mil para evitar que o caso fosse denunciado. O deputado nega todas as acusações e reagiu judicialmente, apresentando uma queixa-crime por calúnia contra os dois parlamentares.
Esse processo também tramita no STF e aguarda análise da PGR. Em abril, Gaspar informou ter fornecido material genético para a realização de um exame de DNA pela Polícia Científica de Alagoas e afirmou ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos.
Segundo ele, a investigação comprovará sua versão e demonstrará que foi vítima de falsas acusações. Antes de anunciar Alfredo Gaspar como vice, Flávio Bolsonaro buscou apoio de outros partidos e chegou a negociar nomes femininos para compor a chapa presidencial.
Sem acordo, optou por escolher um integrante do próprio PL. Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Gaspar deixou o União Brasil para ingressar no Partido Liberal.

