A situação de Deolane Bezerra junto a Justiça acaba de se tornar ainda mais delicada. A advogada e influenciadora foi formalmente denunciada pelo Ministério Público, junto a outros nomes, inclusive do líder do Primeiro Comando da Capital, Marco Willians Herbas Camacho.
A denúncia foi protocolada nesta quarta-feira (10/06) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente e representa mais um avanço nas apurações conduzidas contra os investigados.
Além de Deolane e Marcola, também foram denunciados Alejandro Camacho, Everton de Souza, Leonardo Camacho e Paloma Camacho. Segundo a investigação, o grupo teria participação em movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.
O grupo foi alvo da Operação Vérnix, que mirou um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A apresentação da denúncia ocorre pouco mais de uma semana após a Polícia Civil concluir o relatório final da Operação Vérnix e formalizar o indiciamento dos investigados, em 29 de maio.
Agora, caberá à Justiça analisar o material apresentado pelo Ministério Público. Caso a denúncia seja aceita, Deolane, Marcola e os demais acusados passarão à condição de réus e responderão formalmente a uma ação penal pelos crimes apontados pelos investigadores.
Deolane já tinha sofrido um duro revés jurídico na última terça-feira (09/06), quando a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitou por unanimidade um recurso da defesa que buscava revogar sua prisão preventiva ou convertê-la em prisão domiciliar.
A influenciadora está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, desde sua detenção durante a operação. Já Marcola permanece custodiado desde 2019 na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre pena em regime de segurança máxima.
A defesa de Deolane insiste que a advogada e influenciadora é inocente e que as acusações não procedem. Em carta publicada nas redes sociais por seus representantes, Deolane também se declarou inocente.

