A prisão de uma mulher na última sexta-feira (13/03), por agressões contra os três enteados, gerou uma nova onda de revolta sobre o caso. Ela foi condenada a seis anos pelos crimes e era considerada foragida.
Nas redes sociais, a notícia da prisão veio acompanhada de áudios que mostram o que as vítimas – na época com idades de 8, 10 e 13 anos – viviam na casa do pai, que participava das agressões ao lado da esposa.
Os crimes aconteceram entre os anos de 2015 e 2021, período em que o pai obteve a guarda das crianças após a mãe delas sofrer um acidente e ficar com a saúde debilitada. Em 2021, felizmente, a mulher conseguiu recuperar a guarda total das crianças.
Em depoimento, as crianças relataram que as agressões já eram rotineiras pelo próprio pai. Depois que a madrasta passou a morar na casa, os dois adultos passaram a cometer os crimes.
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Ainda em depoimento, as crianças relataram ter sido agredidas com colher de pau, frigideira, chinelo e cinto, além de episódios de enforcamento e choque. Os menores também tinham alimentação restrita.
A criança mais velha relatou que tentava proteger os menores e frequentemente apanhava mais por isso, além de ser forçado a ficar trancado em um quarto. O menino tem diagnóstico de autismo grau 3 de suporte.
A criminosa foi presa na última sexta-feira, condenada a seis anos de prisão. Já o pai, que estava preso desde fevereiro, foi condenado a 7 anos e cinco meses de prisão, em julgamento de 2024.
A primeira denúncia foi feita em 2019, quando uma das crianças contou para a mãe sobre as agressões. Em 2021, a mesma criança voltou a relatar episódios de violência e conseguiu gravar as ameaças e agressões através de um jogo online.
Os áudios foram anexados a denúncia e apresentados à Justiça. As crianças só deixaram de conviver com o pai e a madrasta em 2021, um mês após a segunda denúncia, quando passaram férias com a mãe. Para não devolve-los ao pai, ela chegou a fugir para uma fazenda com os menores.

